Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!
Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ginásio... no Brasil
Quem me conhece sabe que estar quieta é quase impossível. Tal como na Polónia, também no Brasil decidi ir gastar as minhas energias extra num ginásio. Como a "malhação" é a "modalidade" mais conhecida e practicada do Brasil decidi experimentar. Aqui não se brinca em serviço. Os instrutores são todos licenciados em educação física (na Polónia a maioria tinha feito um workshop de 2 meses e chegava). Antes de começar é obrigatória uma avaliação física pelo fisioterapeuta. O treino é depois programado ao pormenor tendo em conta essa avaliação. Quando digo ao pormenor é ter um papel escrito com os exercicios, quantos devo fazer, o peso que devo usar, a altura da cadeira, a altura da peça que fica nos tornozelos/cotovelos (dependendo do exercício), alongamentos, etc... tudo mesmo!
Hoje foi o primeiro dia... desconfio que amanhã nem me vou mexer...
Também aprendi a minha primeira lição.
Lição n.1: Se estás a fazer um exercício de musculação pela primeira vez e não te custa... estás a fazer alguma coisa errada!
Mais uma cá de casa
Nesta casa cada dia é uma novidade. Hoje ouvi vozes no andar debaixo. Será que foi o colega de casa que voltou? É melhor lá ir ver... Estavam dois homens que nunca tinha visto na vida a conversar na minha sala. Eu entro, e olho para eles com aquela cara do tipo..."e vocês são?". Com a maior das calmas o mais velho explica-me que é o ex-marido da senhoria e que o rapaz que estava com ele ia ficar uns dias. Vou passar à frente aquela parte em que eu acho que pagando a renda todos os meses acho que tenho o direito de saber se vem alguém novo ou não, e que tipo pedir licença para entrar também não seria má ideia principalmente sabendo que não nos conheciamos, ou mesmo que tocasse a campaínha e entrasse já melhorava... e vou passar à parte engraçada da conversa.
Senhor: E há quanto tempo é que vocês (o E. também lá estava) estão aqui?
Eu: Eu estou desde Março, e ele está desde Novembro. Ele não fala muito português ainda...
Senhor: Ah, e você está aqui desde Março? Mas o seu português já é muito bom!
Eu com aquela cara de "'tas a gozar não 'tás?: Eu sou portuguesa...
Entre este e o que me disse que eu era de Curitiba, por causa do meu sotaque... venha o diabo e escolha...
Eu respondo sempre o mesmo a esse tipo de comentários:
Eu não tenho sotaque... vocês todos é que têm!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Sons no laboratório
B. talking to herself while preparing a sample: Now here it comes the hardest part...
Patapum (sound of something breaking)
B.: Well... not anymore...
Patapum (sound of something breaking)
B.: Well... not anymore...
Experimentais vs Teóricos - part II
Eu: Está a ver estas rectas que eu obtive? A expressão teórica não se ajusta, deve haver aí um outro parâmetro que é preciso considerar ou mudar.
E: Pois, deve ser isso. Eu vou dar uma vista de olhos e logo te digo.
Duas semanas depois...
E: Eu olhei para a tua expressão e a conclusão a que cheguei é que tens que repetir a experiência outra vez.
Eu: Obrigado! Até aí cheguei eu assim que vi os pontos... E por acaso eu repeti e deu igual... e agora?
E: Agora não sei. Isso deve ser erro experimental (resposta típica de um teórico quando não sabe como resolver o problema).
Mas atenção! Conheço teóricos normais (a maioria até)... o nosso é que é um caso especial.
E: Pois, deve ser isso. Eu vou dar uma vista de olhos e logo te digo.
Duas semanas depois...
E: Eu olhei para a tua expressão e a conclusão a que cheguei é que tens que repetir a experiência outra vez.
Eu: Obrigado! Até aí cheguei eu assim que vi os pontos... E por acaso eu repeti e deu igual... e agora?
E: Agora não sei. Isso deve ser erro experimental (resposta típica de um teórico quando não sabe como resolver o problema).
Mas atenção! Conheço teóricos normais (a maioria até)... o nosso é que é um caso especial.
Experimentais vs Teóricos
A B. é minha colega e é uma física experimental.
O E. também é meu colega, mas é um físico teórico.
B para o E: Eu quero provar esta expressão experimentalmente, mas preciso que me calcules esta constante aqui que não dá para determinar experimentalmente.
Duas semanas depois...
E: Oh B., já pensei no teu problema. Então temos esta expressão blá blá blá. Então a minha conclusão é que tens que determinar esta constante experimentalmente e depois eu posso calcular o resto.
B: Mas eu tenho o resto, eu preciso é da constante... que não dá para medir experimentalmente.
...
E: Porque é que não dá? Pegas na amostra, pões lá na máquina e medes!
B: Mas isso requer alta temperatura e vai queimar-me a amostra.
E: E então?
B: Então não a posso usar depois de queimada e preciso dela para continuar a experiência!
Não... o E. não tem 10 anos... tem mais de 30. Mas eu deveria ter desconfiado quando lá em casa me pediu "tu que és uma cientista experimental, abre-me aqui este frasco de azeitonas"...
O E. também é meu colega, mas é um físico teórico.
B para o E: Eu quero provar esta expressão experimentalmente, mas preciso que me calcules esta constante aqui que não dá para determinar experimentalmente.
Duas semanas depois...
E: Oh B., já pensei no teu problema. Então temos esta expressão blá blá blá. Então a minha conclusão é que tens que determinar esta constante experimentalmente e depois eu posso calcular o resto.
B: Mas eu tenho o resto, eu preciso é da constante... que não dá para medir experimentalmente.
...
E: Porque é que não dá? Pegas na amostra, pões lá na máquina e medes!
B: Mas isso requer alta temperatura e vai queimar-me a amostra.
E: E então?
B: Então não a posso usar depois de queimada e preciso dela para continuar a experiência!
Não... o E. não tem 10 anos... tem mais de 30. Mas eu deveria ter desconfiado quando lá em casa me pediu "tu que és uma cientista experimental, abre-me aqui este frasco de azeitonas"...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Faxineira
Por morar com dois rapazes e me ter cansado de limpar tudo sozinha, aceitei a sugestão da senhoria e contratámos uma empregada 2 vezes por mês. A senhora é a maior simpatia e muito engraçada. Mas no final de limpar a casa, aquece o almoço dela no fogão e deixa o tacho para nós lavarmos...
É justo... ela limpa o que nós sujamos e nós o que ela suja...
Aqui no Brasil as coisas são tal e qual nas novelas. Toda a gente tem uma "faxineira", talvez por cobrarem tão barato e as pessoas mais ricas têm até empregadas que cuidam da casa todos os dias, dormem lá, usam fardas e fazem sucos quando as madames chegam a casa. Muito chique e criam-se empregos!
domingo, 25 de julho de 2010
Sábado no Centro
Começámos por um passeio pelo parque municipal da cidade. Muito verde, com um lago artificial onde se pode andar de barco a remos e cheio de peixes, e uma feira popular em pequeno. Tem ainda as habituais barraquinhas com pipocas, cachorros quentes, água de coco e gelados. É um local muito agradável, onde sabe bem dar um passeio. Também se pode comprar um saco de comida para alimentar os peixes do lago, que são enormes!
Depois do pior gelado de sempre no parque (não sabia a nada, não dava para morder de tão duro e só pingava) fomos ao Museu de Artes e Ofícios. O museu é muito engraçado e mostra as antigas profissões como sapateiro, agricultor, carpinteiro, etc. Para quem mora numa grande cidade como Belo Horizonte tudo é diferente, assim como para a americana que estava comigo. Para mim que cresci na aldeia apenas vi coisas que ainda posso ver entre as ferramentas do meu pai e avós. A parte que gostei mais foi a colheita da mandioca (adoro mandioca!) e a confecção do açucar. Fiquei com sede só de ver como se faz.
Panelões usados para o fabrico de açucar
Depois do museu e de um almoço para respôr a energia andámos pela cidade. Encontramos a gay parade bem no centro, com menos gente que o esperado. Seguindo as indicações de um amigo encontrei ainda uma loja fantástica! Uma loja de doces de Portugal! Desde pastéis de Belém a pastéis de santa clara, queijadas de Sintra, Dom Rodrigos, tortas, tudo! Pena ser tudo tão caro, o que estando no Brasil é normal. Ainda assim vou voltar mais vezes!
Terminámos o dia com uma água de coco na praça da Liberdade (da qual não tenho fotos) e já com as pernas pesadas voltámos para casa.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Etiqueta dentária
Todos os brasileiros (até hoje ainda não conheci a excepção) têm uma escova e pasta de dentes no gabinete ou na mala. Todos os dias encontro vários brasileiros na casa de banho a seguir ao almoço, a lavar os dentes. É um hábito tão forte, que às vezes encontro-os de escova na mão, já com a pasta em cima, a tomar café na sala comum. No fim do cafézinho lá vão eles escovar os dentes.
Com tanto fluor no ar, fiquei cheia de inveja e comprei eu também uma caixinha para a escova e a pasta e decidi fazer o meu dentista feliz. Hoje, na casa de banho, notei que não conheço as regras de etiqueta básicas de escovar os dentes. Uma colega entrou e começou a falar comigo. E agora? O que é que eu faço?
A: Falo enquanto escovo? Muitos não entendem o meu português, imagino com a boca cheia...
B: Tiro a escova da boca e falo enquanto me babo toda? Poucas pessoas tiveram o prazer de me ver assim e gostaria de não aumentar o número...
C: Cuspo mesmo sem ter acabado de escovar? Não, se é para lavar faz-se o serviço em condições...
D: Vou investigar o caso e descobrir quais são as regras deste mundo secreto da escovagem!
sábado, 17 de julho de 2010
Os melhores golos da época passada
Há vários golos de equipas portuguesas, mas a grande surpresa é... o Sporting da Covilhã!
É assim mesmo! Não é preciso estar-se num clube da primeira divisão para se marcarem golos bonitos!
Gostei ainda do numero 62. Um momento daquele futebol bonito que tem sido cada vez mais raro nos últimos anos.
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