Fui ao Sul do Brasil e voltei. Conferência. Passeio. Voltei. Milhões de coisas para fazer que têm que estar prontas até a minha viagem da semana que vem. Quando tiver uns minutinhos conto as histórias que tenho para contar.
Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!
Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Coisas que odeio no Brasil #1
Ontem os aeroportos do sul do Brasil voltaram a fechar e 50 pessoas que tinham voo marcado de Foz do Iguaçu até Belo Horizonte ficaram literalmente a pé. O voo foi cancelado e a companhia área , a WebJet, basicamente só disse "O voo foi cancelado por isso desenrasquem-se". A WebJet não respeitou os direitos dos passageiros e nem estou a falar em pagar hotel e refeições até o voo ser remarcado, que isso sim era o que deveria ter sido feito. Mas não! A WebJet além de se recusar a remarcar os voos, recusou-se a dar informações aos passageiros. Quando os passageiros fizeram perguntas, e reclamaram dos seus direitos a resposta foi simplesmente "Processem-nos se querem os vossos direitos".
Assim, 24h dentro de um autocarro e 10000 reais depois essas 50 pessoas chegaram a Belo Horizonte. Dinheiro que saiu do bolso de cada um claro.
Um video que passou nas notícias pode ser visto aqui. Os entrevistados são a maioria lá do departamento e a mulher com a lista na mão é a minha amiga A. que teve que organizar tudo com o autocarro.
Resumindo, o que odeio no Brasil é a falta de respeito e a irresponsabilidade de alguns orgãos para com os seus clientes e cidadãos. E não... a WebJet não é lowcost. Em tudo parece lowcost menos nos preços que pratica. E até da Easyjet eu recebi um refeição quando uma vez um dos meus voos se atrasou 5h...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Mais um vulcão... e agora?
90% (dado tirado da minha cabeça, mais nada) dos físicos brasileiros estão neste momento em Foz do Iguaçu, uma cidade no Sul do Brasil, para o encontro da sociedade brasileira de física. No encontro estão mais de 3500 pessoas. Muitas vezes se brincou que se alguém pusesse uma bomba e fizesse explodir a cidade produção científica brasileira na área da física ia desaparecer...
Era só uma brincadeira, mas a verdade é que agora com o aeroporto fechado por causa das cinzas da erupção vulcânica no Chile, estão lá todos "fechados" sem se saber bem até quando. Se na europa se podia viajar de comboio, ou até barco, as distâncias no Brasil são muito maiores e percorrer 2000 km num autocarro não deve ser fácil.
O lado positivo é que tenho o laboratório e todos os aparelhos só para mim!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Há coisas que não mudam
9.32 (centro da cidade)- Tentativa de copiar chave da minha sala nova para dar à A. (porque eu andava com a chave dela).
10.03 (laboratório)- Olho para as chaves (cópia e original) que tinha acabado de fazer e sinto que algo está errado.
10.04- Desato a rir sozinha.10.06- Ainda não parei de rir.
10.07- A B. pergunta-me se eu estou bem.
10.08- respondo que sim, mas que fui ao centro copiar uma chave e em vez da chave da sala da A., copiei a chave de casa e ainda dei a original à A.
10.09- Ouvi o esperado "Ah portuguesa!!!"
Confesso, o número de piadas de português diminuiu exponencialmente desde que os brasileiros me conhecem. Sim leram bem, diminuiu... agora eles acham que é tudo verdade!
Dificuldades linguísticas
A prova de que nem sempre falar a mesma lingua ajuda.
Conversa ao telefone entre eu e a A.
A.- Você não tem que pagar agora. Paga só quando a gente for pegar os cartazes.
Eu- Mas eu já vou pegar os cartazes.
A.- Não, a gente só vai pagar quando for pegar os cartazes.
Eu- Eu sei. Mas eu vou pegar os cartazes agora.
A.- Mas não tem que pagar agora.
(pensa, respira fundo e fala mais devagar)
Eu- Os cartazes já estão prontos para levar!
A.- Ahhhhhhh, então paga.
Conversa ao telefone entre eu e a A.
A.- Você não tem que pagar agora. Paga só quando a gente for pegar os cartazes.
Eu- Mas eu já vou pegar os cartazes.
A.- Não, a gente só vai pagar quando for pegar os cartazes.
Eu- Eu sei. Mas eu vou pegar os cartazes agora.
A.- Mas não tem que pagar agora.
(pensa, respira fundo e fala mais devagar)
Eu- Os cartazes já estão prontos para levar!
A.- Ahhhhhhh, então paga.
Isto gritado ao telefone, porque não conseguiamos ouvir nada e com um monte de gente a rir-se de mim. E não... ter dito buscar em vez de pegar não teria adiantado nada porque nunca ninguém entende essa palavra aqui.
Mais notícias boas?
Nas duas semanas passadas tive mais notícias boas que no resto do ano inteiro. Eu até poderia começar a desconfiar que depois da bonança também vem a tempestade, mas não... Vou é aproveitar ao máximo esta fase em alta!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Mais um dia assim...
Eu sei que há uns 4 posts atrás pedi mais dias assim, cheios de boas notícias e alegria. No entanto, nem eu mesma esperava um dia ainda melhor em menos de 2 semanas depois...
Sinto-me na obrigação de dizer obrigado, mas não sei a quem. Obrigado a todos então!
Sinto-me na obrigação de dizer obrigado, mas não sei a quem. Obrigado a todos então!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Viver em BH é...
... ter um bêbedo a cantar ópera enquanto se procuram as chaves de casa na mochila, que interrompe a cantoria para perguntar se queremos ajuda a passar a bicicleta pelo portão enquanto ele próprio mal se consegue aguentar em pé.
Treino de Incêndios
Hoje fui a um treino sobre incêndios e como apagar o ínicio de um com um extintor. Foi tudo muito sério e interessante e aprendi um monte de coisas.
O que mais gostei de aprender foi:
1. Como apagar uma botija de gas butano a arder usando só um dedo!
2. Como tostar a testa toda a tentar apagar um bidon a arder.
A primeira foi obrigatório fazer para perdermos todos o medo de botijas de gás e a segunda, bem... não era suposto ter acontecido. Fui a última das últimas a usar o extintor e o senhor bombeiro pertinho do final entusiasmou-se e decidiu pôr o dobro da gasolina necessária no bidon. O resultado foi uma chama enorme que tentei apagar com 2 extintores diferentes sem sucesso, peguei fogo à relva que havia em volta e ainda tostei a testa e a bochechas todas.
Não devo ser convidada para fazer parte do corpo de bombeiros mas pelo menos passei uma manhã diferente e engraçada.
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