Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ilha Grande - Saco do Céu (dia 4)

Só tínhamos mais um dia inteiro na ilha, mas ainda havia duas trilhas para fazer... tivemos que escolher e escolhemos aquela que tinha mais sitios para conhecer - Saco do Céu.


O Saco do Céu não é uma praia mas uma baía onde há uma pequena vila. Pelo caminho encontram-se várias praias diferentes e uma cachoeira.

 Enseada das Estrelas, vista da trilha

 Cachoeira da Feiticeira

 Poço da Cachoeira da Feiticeira

Aqui o J. deu um grande tombo com a máquina na mão, que chegou a bater na pedra, e a primeira coisa que fez, ainda todo esparramado no chão, foi tirar uma foto e dizer alegremente "ainda funciona!!!". Só depois é que saíram os primeiros "ais, dói-me o rabo". Coisas à fotografo...

 Praia da Feiticeira

Esta era a única praia um pouco fora, porque as outras cinco eram todas seguidas: praia da Camiranga, praia de Perequê, praia de Fora, praia do Galo e praia do Conrado. Fomos a todas, mas agora aqui sentada no sofá já não sei que areia pertence a qual praia, até porque algumas são seguidas e a fronteira mal se distingue. Assim, deixo algumas fotos. Se alguém quiser pegar nas fotos e ir lá ver quais pertencem a qual praia avisem que eu ensino o caminho...



O dia estava bastante cinzento e chegou a chover. Não sei se foi por isso mas não vimos mais ninguém nesta trilha... devíamos ser os únicos malucos que saem para ir fazer caminhadas com este tempo. A verdade é que a floresta é tão cerrada que mesmo a chover não nos molhamos mais (só mesmo com o próprio suor).


Mais uma vez fizemos um amigo canídeo... os cães da ilha são todos muito amigáveis mesmo! Sentei-me para calçar os ténis e pronto... arranjou logo encosto...


 Achamos estranho haver um tapume de madeira ao lado da trilha. O que é que estava do outro lado? Um helicóptero... 

 Quase a chegar ao Saco do Céu...

Saco do Céu



Na volta a maré tinha subido e havia partes da trilha pela praia que estavam submersas, logo tivemos que ir descalços. O pior é que entre cada pedaço havia trilha com pedras e ramos de árvore e tínhamos que nos calçar. Como não sabíamos se íamos precisar de nos descalçar outra vez tentavamos sempre limpar os pés para a areia não nos magoar (lavamos os pés neste rio, para 5 minutos depois pisarmos areia outra vez...). Foi um calça e descalça que nem queiram saber... fizemo-lo 3 vezes seguidas... No fim, já estavamos profissionais e já o fazíamos em menos de 3 minutos...




Acabamos o dia com um mergulho na Praia Preta, para limpar o suor do dia. Ao fundo vê-se um transatlântico que "estacionou" ao largo da Ilha Grande. Era enorme e à noite ficou todo iluminado. Parecia uma árvore de Natal gigantesca!

Sara Jump - Pico do Papagaio

I believe I can fly...

Pico do Papagaio, Ilha Grande, Março 2012

Sara Jump - Angra dos Reis

Março 2012

Ilha Grande - Pouso e Lopes Mendes (Dia 3)

O dia começou cedo e com as perninhas a dizerem "andar? Outra vez? Mas é que nem pensar!". Nada que depois de uns metros a subir não tivesse passado. 

Lopes Mendes é conhecida como a praia dos surfistas, pois é das poucas da ilha que tem ondas fortes. Para lá chegar faz-se uma outra trilha que passa por três praias, também muito bonitas, mas mais calmas.

Praia de Palmas


 Praia dos Mangues



 Pouso, onde termina esta trilha

Aqui deu aquela vontade de fazer um grande splash na água mas resistimos. Estavamo-nos a guardar para Lopes Mendes e além disso estavamos de ténis e meias, o que leva mais tempo e dá muito mais trabalho. Na volta, como ainda era cedo, ficamos na praia dos mangues a jogar às cartas, a descansar as pernas e fazer splashes na água (estão mesmo a ver o descanso, não estão?).

Do Pouso à praia de Lopes Mendes é um pulinho e fez-se em 15 minutos. 

 Praia de Lopes Mendes - o areal é imenso e a perder de vista. Lindo!



 Eu, depois de apanhar umas ondas, ou rebolar com elas, e ao fundo a Ilha de Jorge Grego

Perto desta praia está a praia de Santo António, uma das mais bonitas que vi. Tem muitos rochedos e a água é muito azul e transparente. Além disso é mais pequena e pouca gente lá vai.

 Praia de Santo António vista da trilha

 Praia de Santo António


Pelos rochedos quase se conseguia passar para uma praia minúscula e depois para Lopes Mendes. Digo quase porque não experimentei, mas parecia possível.

 Praia de Santo António vista dos rochedos



Contávamos fazer mais uma trilha, até ao Farol dos Castelhanos, mas estava fechada porque o mato estava grande demais... Assim, fomos regressando lentamente, porque apesar de não ser tarde o céu estava a ficar escuro. Na praia dos Mangues, onde paramos para descansar, conseguimos ver e fotografar um arco-iris.



Se na ida a trilha não parece muito difícil, na volta a história muda... foi mais de uma hora sempre a subir! Não que tenha morrido, mas as pernas já pediam descanso outra vez, até porque ainda doíam um bocadinho da subida ao Pico do Papagaio.


Foi mais um dia bem passado, entre trilhas, praias, sol e muita água!

Não falei aqui muito das noites, mas a verdade é que não fazíamos grande coisa. A vila do Abraão tem alguns restaurantes e esplanadas na praia para o pessoal beber umas depois do jantar. No nosso caso, depois de um banho e do jantar já estavamos para lá de Marraquexe e íamos dormir quase com as galinhas...

domingo, 1 de abril de 2012

Ilha Grande - Pico do Papagaio (dia 2)

12.000 m (Ida e volta) - 5h

No primeiro dia completo na Ilha quisemos acabar connosco e fizemos a trilha mais dura. Subimos ao segundo pico mais alto (o primeiro não tem acesso), com 982m de altitude, para encontrarmos uma vista linda sobre as enseadas da ilha. Foram 3h sempre a subir e a suar. Apesar do sol mal penetrar na floresta, o ambiente é muito húmido e o calor faz-se sentir ainda mais. 10 minutos depois de iniciarmos a caminhada as nossas t-shirts já estavam completamente coladas ao corpo, e os 2L de água que levamos souberam muito pouco.

Pico do papagaio visto da vila de Abraão

No início pensamos em "alugar" um guia, pois há muitas histórias de gente perdida, mas na pousada disseram-nos que a trilha estava marcada e decidimos arriscar. O caminho estava de facto marcado com fitas coloridas, marcos vermelhos e nos lugares que deixavam mais duvidas havia placas com setas. 

No início, o caminho era largo, pois é comum a uma outra trilha. Vimos bananas ainda verdes nas bananeiras e enormes plantas de bambú (foto em baixo).

Eu sirvo de escala...

A meio do caminho conhecemos um amigo que se juntou a nós... um cão! No meio da mais pura floresta, longe de todos os barulhos citadinos e só com o piar dos mais diversos pássaros, ouvimos um restolho remexido (a minha cabeça pensou logo... cobra!!!!!!) e era um cachorrinho simpático que arfava como se tivesse vindo a correr o caminho todo. Arfava como eu nunca tinha visto um cão arfar e parámos 5 minutos para ele descansar. 


A trilha nem sempre era fácil...

Acompanhou-nos até ao cimo do pico, onde se divertiu a esconder-se no meio das ervas e deixou-nos a meio da descida, quando encontramos um aventureiro sozinho. Claro está, que o cão nos deixou a nós para subir com o rapaz, porque ainda estava cheio de energia.

 Vila do Abraão vista do Pico do Papagaio

 Ah, o descanso... essa bela descoberta...

 Praias, enseadas, mar e muita floresta a perder de vista

 O nosso amigo escondido a brincar com tudo o que mexe. A meio do caminho encontramos um ribeiro e umas poças de água e ele nem hesitou... deitou-se na água, tal era o calor...

Praia de Lopes Mendes e a Ilha de Jorge Grego

Pelo caminho encontramos muitos tipos de pássaro incluindo beija-flor, macacos mico (na foto) e borboletas. Além disso ainda ouvimos um grito de dor animal, que me fez agarrar logo um pau que nunca mais larguei, e que mais tarde viemos a saber serem macacos bugio. Parece que há muita gente que não faz esta trilha por medo de cobras e jacarés (!?!?), mas não há qualquer problema porque os animais fogem das pessoas e nem se deixam ver...


Quando chegamos ao pé da vila outra vez consideramos fazer mais outra trilha, porque eram só 14.30 (a descida foi bem mais rapida que a subida), mas já não tínhamos mais água e o calor apertava. Em vez disso fomos até à praia do Galego.


Ele há Galego e Galegos, e apesar de eu ter nascido no segundo tenho a dizer que o primeiro é bem mais bonito! Não imaginam a sensação que foi dar um mergulho neste mar fresco, depois de tanto suor transpirado. Não fizemos muito mais o resto dia...