Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

De Cusco a Puno


Num dia com um céu azul de fazer inveja, fizemos a viagem de Cusco a Puno, no sul do Perú. Para aproveitar ainda mais o nosso tempo, fizemos a viagem num autocarro turistico que demorou o dia inteiro, mas foi parando em sitios interessantes no caminho. A viagem foi toda acompanhada por um guia que nos contou muitas histórias, o que tornou a viagem mais interessante e muito menos chata.


Também acompanhamos a mudança lenta de paisagem, do verde da vegetação das montanhas que rodeiam Cusco, para os prados dos Andes e lagos mais a sul.

 Igreja de São Pedro e São Paulo, em Andahuaylillas. Esta Igreja é também chamada a capela sistina das Américas.


 Ruinas em Raqchi
O complexo foi construído na época Inca em homenagem ao Deus Wiracocha.

 Raqchi é uma vila rodeada por campos verdes e povoada por gentes simpáticas

Em volta do templo vêm-se ruínas de casas usadas pelos peregrinos, nas suas visitas ao templo.

 Existem também dezenas destes contentores redondos e enormes, onde se armazenavam os produtos agrícolas.


A paragem para almoço foi feita num pequeno restaurante situado estratégicamente perto da estrada, na localidade de Sicuani. Além do delicioso buffet the comida peruana, tinha ainda a vista sobre uma cascata e um grupo simpático de lamas e alpacas.



La Raya - o ponto mais alto do caminho, a 4335m de altitude, que fica no limite dos "distritos" de Cusco e Puno. A paisagem deste ponto é linda, com montanhas nevadas e planaltos a perder de vista.


 Pukara - cidade conhecida pelos trabalhos manuais em cerâmica. 

 Cada casa tinha uma junta de bois no telhado. Não consegui apurar o seu significado...

 Igreja matriz, na praça principal

 Praça principal

Para o caso de alguém se esquecer que é turista... a praça é uma zona de fotos 
ou "area of taking of pictures"

A menos de 100km de Puno, começamos a avistar vários lagos de tamanhos diferentes. 
Tive pena de não pararmos para tirar fotos melhores (a foto acima foi tirada através da janela do autocarro, imaginem parados e sem janela a atrapalhar...). A paisagem era fenomenal!

Passámos ainda por Juliaca, mas sem parar. Juliaca é uma cidade "castanha", marcada pelas casas de barro. As fotos mostram os taxis típicos.


Chegamos a Puno ao pôr do sol. A cidade também é quase toda construída por casas barrentas e tem o Lago Titicaca sempre presente na paisagem.

Puno e o Lago Titicaca

No caminho descobrimos que as nossas companheiras Argentinas do caminho Inca estavam na mesma viagem e acabamos por nos encontrar para jantar. 

O ultimo dia de visita ao Perú já estava à porta...

domingo, 29 de julho de 2012

Muitas histórias para contar

Depois de um mês e meio a viajar por aí, chegou a altura de parar, rever todas as fotografias, histórias e começar a escrever. Vai demorar um bocado, mas aos poucos eu chego lá...

Vai ser bom rever cada lugar outra vez.

Quando for grande...

... quero morar numa cidade onde as pessoas não passam musica popular no máximo numa carrinha de caixa aberta, com a caixa cheia de colunas de som, às 3h da manhã E onde ninguém re-arranja a mobilia do quarto às 4h da manhã!

Mas ninguém dorme nesta terra?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Fast report

Estou na Nova Zelândia, quase no meio de nada.
Fiz festinhas a um leão bebé.
Cabras, veados, alpacas, cangurus e um burro - todos comeram da minha mão.
Tomei banho numa piscina quente de águas vulcânicas na rua, praticamente ao lado um lago - estavam menos de 10ºC na rua.
Jantei comida tailandesa e agora estou na cama a beber uma taça de vinho australiano que para o meu gosto faz grande competição ao alentejano.

Só me ocorre dizer... aaaaaaahhhhhhhhhh



E choveu tanto que eu não dava nada por este dia e afinal...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Huayna Picchu ou Wayna Picchu


Huayna Picchu em Quechua, a "lingua Inca", significa montanha jovem, enquanto que Machu Picchu significa montanha velha. Huayna Picchu é a montanha alta mesmo ao lado das ruinas da cidade Inca. Porque caminhar durante 4 dias foi pouco (not!), decidimos ainda subir a este pico e contemplar Machu Picchu do topo da montanha. Valeu imenso a pena!



Saímos do hotel às 6h da manhã e às 6h30 estavamos de volta a Machu Picchu. Desta vez a cidade Inca estava envolta em névoa, o que lhe dava um ar muito misterioso. Tivemos uma sorte incrível, porque estivemos duas manhãs em Machu Picchu e foram as duas diferentes: uma sem nuvens e outra com. 


O nosso guia no caminho Inca estava em muito boa forma fisica e apesar de parecer "normal", quando começava a acelerar ninguém o apanhava e além disso nunca o vimos cansado. Depois dessa experiência, quando vimos um guia de cabelo grisalho à nossa espera no hotel para subir a Huayna Picchu não nos deixamos enganar, e pensamos que apesar de não parecer provavelmente estava em tão boa forma fisica como o outro.


Não foi bem assim... Ele reforçou-nos que aquela subida era só para pessoas com alguma condição fisica, porque tinha muitas escadas e era a pique, e deixou-nos ir à frente para marcarmos o ritmo no início. E marcamos... e 10 minutos depois o guia pingava em suor e arfava e nós nada. Em tom de brincadeira, disse ao J. para parar e tirar fotos para que o guia pudesse descansar. O guia não gostou do comentário e a partir daí foi sempre à nossa frente o mais rápido que conseguia, numa espécie de tentativa de nos cansar. Cansamo-nos, claro! Mas para ele nos explicar alguma coisa tínhamos que o deixar descansar por 5 minutos até recuperar a fala. 

 No topo de Huayna Picchu

 O caminho era feito de buracos onde tivemos que gatinhar, escorregas de pedra, escadas íngremes e escorregadias... o máximo!


Talvez ele pense que nós somos competitivos ou coisa assim, mas não. A verdade é que a nossa vontade é correr tudo, andar em cada pedra, aos pulinhos, tirar uma foto aqui e outra ali, espreitar todos os buracos, enquanto que o que ele queria era que fizessemos só o caminho, devagar e sem fazer grandes perguntas. Com essa história toda acabamos por não ver metade das coisas, pois havia várias ruinas no caminho onde ele nem parou nem explicou o que era. Ficamos desiludidos porque nem sequer tínhamos pedido o guia (foi oferta surpresa da agência), e teria sido mais divertido fazer a subida sozinhos.

Ruinas de uma casa funerária Inca. No topo da montanha, mais perto da natureza mãe e dos céus, só os Incas mais importantes eram aqui colocados depois de morrerem.

 Partes do caminho foram escavados na pedra pelos Incas. 


Ainda assim foi fantástico e a paisagem lá de cima é única! No final passeamos mais uma vez pelas ruinas de Machu Picchu, onde tiramos muitas mais fotos, porque simplesmente é impossivel não o fazer.




















Depois da minha experiência tenho só um conselho: visitem o Peru, vão a Machu Picchu, façam o Caminho Inca!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Aguas Calientes ou Machu Picchu town

Depois de 4 dias de caminhada e de algumas horas em Machu Picchu com muito calor, descemos à cidade mais próxima, Águas Calientes, onde passamos uma noite. A cidade tem esse nome porque tem piscinas termais, com água e enxofre. A água é quente e a vista maravilhosa, por isso vale a pena suportar o cheiro.

A cidade em si é pequena e vive do turismo, por isso as ruas estão cheias de restaurantes, lojas e hoteis. Não tem muito para ver, mas é agradavel e com bom ambiente. Perfeito para descansar!

 A linha do comboio passa no meio da cidade

O rio Urubamba que passa ao lado da cidade

 Igreja na praça central


O liquido vermelho é uma bebida feita de milho. O sabor é estranho mas é engraçado beber de uma palhinha espetada num saco de plástico.

A melhor parte foi ver o hotel que a agência nos tinha reservado. Depois de 3 noites em tendas tinhamos à nossa espera uma suite, uma cama enorme e o mais importante... um chuveiro com água quente! No pacote estava ainda incluido um Pisco sour (bebida típica), e um jantar gourmet no hotel.



Foi um grande sacrifício volta à vida moderna...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Machu Picchu


No quarto dia acordamos bem cedo. No caminho de acesso a Machu Picchu há um ultimo checkpoint que toda a gente tem que passar, e que por segurança só abre às 5.30 da manhã. Ainda não eram 5h quando o nosso grupo chegou à fila, que ainda não era muito grande (~40 pessoas). Ao passar o checkpoint são apenas cerca de 6km, que percorremos em 90 minutos. O grande problema é que toda a amizade e simpatia entre as pessoas desaparece e aquela ambição de ver Machu Picchu primeiro que os outros fala mais alto. A primeira meia hora foi sempre a andar, mas logo apanhamos um grupo mais lento. Naturalmente, e como sempre fizemos nos outros dias, esperamos que nos dessem passagem (o que acontecia cerca de 80% das vezes). Como tal não aconteceu, pedimos passagem, como também sempre fizemos nos outros dias mas pela primeira vez, não resultou. Como o outro grupo era pequeno mas bastante lento, e eu sendo a mais pequena do meu grupo, tentei passar pelo lado e depressa me vi esmagada contra parede por um idiota qualquer. Percebi que a coisa não era brincadeira e confirmei isso quando apanhamos um grupo maior, com demasiadas mulheres muuuuiiiito lentas mas que não deixavam passar ninguém. A fila atrás delas era enorme e foi a parte mais chata do caminho, porque basicamente fomos sempre em filinha e sempre muito devagar.


A chegada à porta do Sol e a vista sobre Machu Picchu são únicas! Principalmente ainda na sombra, pois o sol ainda estava escondido atras da montanha. Fiquei surpreendida com a antipatia de algumas pessoas, principalmente de outros guias (não o nosso, esse era o máximo!). Segundo esses guias, deveria haver uma fila para tirar a tipica foto, coisa que nunca ninguém respeitou, porque a montanha é grande o suficiente para todos e toda a gente se entendeu.

A primeira foto de Machu Picchu

Porta do Sol - toda a gente a contemplar Machu Picchu pela primeira vez

Nunca cheguei a entender porque é que no dia tão esperado tanta gente andava de trombas enquanto que deviam andar todos aos pulinhos como eu, que mal dormi por causa de toda a excitação e passei  a noite na tenda a jogar às cartas sozinha. 

Ultimo pedaço de caminho - um pé na trilha, um olho em Machu Picchu

Da porta do Sol às ruinas são apenas cerca de 20 minutos (por causa das milhentas fotos obrigatorias no caminho, que em casa parecem todas iguais) e depois tivemos uma visita guiada de cerca de 2h. Podia contar aqui a história de Machu Picchu, mas ela está escrita em muitos outros lugares na internet e por pessoas mais conhecedoras que eu. Basicamente, Machu Picchu era uma mini-cidade para fazer um retiro espiritual, uma vez que estava localizada entre as Montanhas, que juntamente com o Sol e a Água  formam os três níveis espirituais Incas. Como Machu Picchu era um sitio especial, só os personagens mais importantes da sociedade Inca sabiam onde ficava, logo não foi imediatamente descoberto pelos espanhois, porque estes foram idiotas e mataram toda essa classe alta para poderem tomar e "civilizar" o país à maneira deles. Essa é também provavelmente a razão de Machu Picchu ainda existir em alto estado de conservação.

Antes e depois da luz do sol...


Agora com zoom... multipliquem por 3472 e chegam ao numero de fotos que temos só de Machu Picchu...


 Nas ruinas...

 A porta do Sol lá ao fundinho...

 Tamplo do Sol - No solesticio de Junho o Sol fica alinhado com a porta do sol e com esta janela


Las 3 Ventanas - No solesticio de Dezembro, a luz do sol na montanha alinha-se com a janela do meio

Um pedra esculpida na forma da montanha mais alta

 Folhas de coca, muito populares no chá, mas muito pouco populares (proibidas) fora do Peru


Finalmente, a tipica foto...

domingo, 24 de junho de 2012

Um post do futuro

Escrevo este post do futuro.
De um lugar com uma diferença horária de 9h a mais em relação a Portugal, e 13h em relação ao Brasil.

Enquanto Portugal começava o jogo com a Republica Checa, eu estava a ver o nascer do sol no aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia. Soube o resultado do jogo 12h depois, já estava em Sydney. 

A parte do jetlag ajuda bastante a ver os jogos do Euro. Apesar de não me ter sentido cansada durante os primeiros dias, o meu corpo não sabia que horas eram e fez-me acordar sempre cedo (às 2h, e às 4h da manhã). Os jogos começam às 4h45 daqui, por isso foi sempre a tempo. 

A viagem foi óptima e não custou a passar tanto quanto eu esperava. Na verdade o pedaço pior foi o de BH a São Paulo. Mais uma vez fui de TAM, e mais uma vez num avião que soava a podre (outra história aqui). Desta vez havia ventos fortes em São Paulo e ao tentar aterrar o avião balançou tanto que a asa quase tocou no chão, e tivemos que levantar voo outra vez, sem aterrar. O medo espalhou-se pelo avião e ainda vi a vidinha a andar para trás, mas à segunda tentativa aterramos sem problemas. Até se ouviu um suspiro colectivo quando as rodas tocaram no chão.

Depois disso foram só mais 36h de viagem, das quais cerca de 24h foram no ar...

Tudo valeu a pena porque até agora tem sido fantástico!
Depois conto detalhes.

 Sydney

Brisbane

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como, porquê e outros comentários respondidos

Como é que fazes para andares sempre em viagens?
Porque é que não apareces nos chats para falarmos?
Porque é que não pões mais coisas no facebook?
Porque é que não pões logo as fotos no facebook?
Ah rica vida, sempre de um lado para o outro, ele há vidas boas.
Como é que fazes para teres dinheiro para tudo?

Ouço estas coisas constantemente. Eu não ando sempre em viagens. Eu trabalho e bastante. Não ponho fotos online assim que chego porque geralmente tenho muito trabalho em atraso. Trabalho todos os dias extra de férias que tiro, sejam eles em fins de semana ou em horas extra. Há mais de duas semanas que não tenho um dia de folga.

Não me queixo da minha vida, porque foi a que escolhi, mas não acho que a minha vida é melhor do que a de qualquer pessoa que faz estes comentários. Tenho sorte porque o meu trabalho me permite viajar? Sim tenho. Outros têm a sorte de ter a familia e os amigos de sempre por perto. Outros têm casa definitiva e uma nova familia por eles formada.  Cada um faz as escolhas que quer.
Também não sou rica. Mais uma vez é tudo uma questão de escolhas. Não fumo. Não vou ao café todos os dias. Não vou a 5 discotecas por semana. Não tenho os últimos gadgets do mercado. Ando a pé. Há mais de um mês que não entro numa loja de roupa. No fundo, escolhi ter outros "vicios".

Agora que estamos esclarecidos, vou ali apanhar mais um avião...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Inca Shopping Center

Lá por ser no meio do nada, não significa que não seja moderno...





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