Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Florianópolis


Estivemos em Florianópolis na passagem de ano. Dessa vez, metade dos dias choveu e na outra metade o J. ficou doente, o que fez com que não aproveitássemos muito. Assim, um mês depois de regressarmos do Peru, decidimos rumar a sul e conhecer melhor a cidade no Brasil onde se tem maior qualidade de vida.

Uma das moradias enormes em Jurerê Internacional

Como estávamos no inicio do Inverno os preços estavam mais baixos e ficamos no bairro de Jurerê,  um dos mais caros e cheios no Verão, coladinho ao bairro de Jurerê Internacional, onde muitos famosos passam férias (em Dezembro estava lá a Fergie).















Fortaleza de São José da Ponta Grossa



 Lagoa da Conceição, com as dunas ao fundo

 Lagoa da Conceição

 Nas dunas...

 ... com o mar ao fundo

 Sandboard

É o que dá levar ténis abertos para as dunas...

 Também vimos mais a fauna da região.


 E divertimo-nos a correr atrás de borboletas para lhe tirarmos fotos...




O dia dos namorados brasileiro tinha sido há poucos dias (no meio de Junho!) e tivemos uma surpresa no nosso quarto. Gostei especialmente do meu pijama enrolado em forma de pato estrangulado adormecido...


 Foram dias de muito relaxamento e passeios pela praia







domingo, 5 de agosto de 2012

I ❤ PERU


Peru em poucas palavras


Inca.


Natureza.


Simpatia.


Simplicidade.


Cores.

Assim termino o relato das minhas aventuras pelo Peru. Se pudesse escolher apenas um país para regressar um dia, a minha escolha seria o Peru, por isso espero mesmo poder voltar outras vezes. 
Se quiserem ler o relato do meu companheiro de viagem, cliquem aqui (em inglês).

Culinária Peruana

Durante os preparativos para a viagem li muitas páginas sobre o Peru, incluindo sobre a gastronomia local. Se por um lado lia nos guias que a cozinha peruana era uma espécie de cozinha francesa da América do Sul (numa das páginas da internet li que o Peru tem a segunda melhor culinária do mundo!), por outro lado tinha a rapariga da agência de viagens a dar-me panfletos sobre cuidados a ter com a comida durante a viagem, como por exemplo que podia esquecer as saladas e os vegetais crus. Eram informações contraditórias e eu já não sabia o que pensar.

No primeiro jantar, em Lima, evitei os tais vegetais crus, mas logo percebi que isso era um erro e que a cozinha peruana era para ser aproveitada em todo o seu potencial. Todos os vegetais eram super frescos e saborosos. Na verdade, já tive mais problemas com a qualidade dos vegetais aqui no Brasil do que lá.

A agricultura no Peru é muito rica em batatas (mais de 2000 tipos, segundo os guias locais) e em milho. As batatas podem ser mais ou menos doces, de todos os tamanhos e cozinhadas de vários modos. Algumas são vendidas desidratadas e depois cozinhadas normalmente. O sabor é diferente e muito bom. O milho também pode ter vários tamanhos (havia um tipo que um grão ocupava metade do garfo!), cores e pode ser comido cozinho, tostado (pareciam pipocas que não rebetaram, uma delícia!), em molhos, em sopas, etc. Estes dois produtos são os acompanhantes mais comuns das refeições principais.

Um graozinho...

... ou mais para acompanhar.

Alguns tipos de milho (a qualidade da foto não é a melhor porque não se podiam tirar fotos neste museu).

O terceiro produto mais comum são os ajis, uma espécie de chili ou pimentos picantes, vendidos frescos, secos, ou em pó e consumidos em molhos.

 Aji de frango

Anticuchos (em Lima), espetadas de carne, batatas e milho

Com tanta riqueza em vegetais, as sopas são também um elemento constante nas refeições peruanas. E que sopas! Curiosamente, as melhores sopas que comi foi durante o caminho Inca, feitas pelo chef do acampamento.

Sopa de legumes (mais próxima) e uma espécie de canja de galinha (ao fundo).

Sopa à base de milho

Quanto às proteínas, a cozinha peruana contém muito peixe e mariscos, devido à sua extensa costa marítima, e carnes como alpaca e cuy (porquinho da india), além dos tipos mais comuns como vaca, porco, frango e pato.

 Alpaca com molho de frutos vermelhos, batatas desidratadas e legumes.

 Cuy com batatas

 Peixe grelhado com ervas, acompanhado de batatas e molho de milho.

 Frango recheado com tomate e espinafres, puré de milho e vegetais.

 Bife de porco grelhado com molho de cogumelos, acompanhado com puré de milho e vegetais.

Bife de porco com queijo e tomates, acompanhado de batatas, legumes e abacate.

Vários tipos de batatas e vegetais.

Peixe fresco grelhado 

Porque a comida era tão boa, provei poucas sobremesas porque ficava bem satisfeita só com o prato principal. 

Pudim e arroz com leite (versão do nosso arroz doce) coberto de mazamorra, um doce feito à base de milho escuro.

Talvez por influência espanhola, as tapas também constam nos menus.

Tapas: espetada de frango, queijo grelhado, tomate fresco, abacate, beringela grelhada, pimentões e humus.

Tapas: pão, batatas panadas, meloa, fiambre, tomate fresco, queijo com ervas e azeitonas, nachos, e guacamole.

As bebidas mais tradicionais são o Pisco Sour (com álcool) e a Chicha Morada, uma bebida à base de milho. Se o que queremos é um refrigerante, temos a Inca Kola, uma bebida de sabor indescritível (fiquei viciada!!!). Podemos ainda beber uma Cusqueña, a cerveja local ou optar pelo chá de folhas de coca, que hidrata e ajuda a reduzir os sintomas da altitude.

Inca Kola, de cor amarela e sabor a pastilha elástica.

Chá de folhas de coca e menta fresca

Além de disso, o serviço nos restaurantes era excelente, fossem eles mais ou menos populares. Os empregados primam por fazer com que os seus clientes se sintam bem e aproveitem a sua refeição. Num deles, o empregado depois de nos perguntar de onde eramos e se estavamos a gostar da viagem, agradeceu-nos muito por termos escolhido visitar o Peru e por estarmos a contribuir para o desenvolvimento do país. Bem diferente de muitos restaurantes de Belo Horizonte, onde atender um cliente que não fala português é encarado como um frete.

Durante o caminho Inca a comida foi sempre fantástica. Além das sopas, comemos peixe, carne, pão de alho, pizza, crepes e ainda havia as happy hour, com pipocas, bolachas e chocolate quente.

 Banquete do jantar de despedida

 O meu prato...

Happy hour!

Infelizmente, dez dias não foram o suficiente para provar tudo o que a cozinha peruana tem para oferecer, e isso mostra como é uma cozinha rica e muito variada, tanto em produtos como em técnicas culinárias. Se visitarem o Peru, não hesitem... provem tudo e deixem-se levar pelos sabores andinos.

Para reduzir as saudades desta viagem e da comida peruana, trouxe dois livros de receitas tradicionais e alguns produtos que aqui não se encontram. Agora é só ganhar coragem e tentar reproduzir o que por lá comi...

sábado, 4 de agosto de 2012

Para eu ir aos Jogos Olímpicos...

... preciso só de baixar o meu tempo em 19 minutos... Vou ali treinar e já venho.

10.000 m, Londres 2012

Isto a propósito da corrida de 10km feminina em que todas as atletas voam em vez de correr.

Sara Moreira, a representante de Portugal que ficou em 14º mas voou tanto como as outras.

ADORO os Jogos Olímpicos!

Tenho tanta pena que só haja Jogos Olímpicos de 4 em 4 anos! Passo os dias a ver desportos diferentes e alguns deles que só vejo mesmo nos J.O. porque depois nunca mais passam na T.V. Tenho a sorte de ter 4 canais de televisão que passam sempre desportos diferentes o dia todo. Depois de acabarem as emissões ao vivo ainda repetem os pontos altos do dia, o que é muito bom uma vez que tenho que trabalhar durante o dia e não posso ver tudo.

Não me importo nada por ainda não termos ganho medalhas. Acho que o importante é estar lá alguém a representar Portugal. Eu se me deixassem participar ia logo (fazer figuras está claro) e mesmo que ficasse em último ia ficar feliz da vida.

Agora vou ali ver mais pessoas a suar e já volto...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sara Jump - Puno


























Puno, (mais) quente durante o dia e frio ao anoitecer.

Puno


No último dia antes do nosso voo de volta para Lima e depois para o Brasil, ainda tivemos a manhã por nossa conta. Aproveitamos para explorar Puno durante o dia. Puno é uma cidade bastante diferente de Cusco. A primeira impressão é que a cidade é mais velha e mais desarrumada, com muitas casas que parecem distribuidas aleatoriamente por ruas tortas. A parte central é mais agradável, com duas praças principais, cada uma com a sua igreja, que são ligadas por uma rua pedestre cheia de restaurantes e lojas de souvenirs. 

Igreja matriz na Plaza de Armas

 Plaza Replublicana de Puno

 Escadaria para subir ao monte do condor

 Condor, que simbolicamente vigia e protege a cidade


Pelo Peru inteiro é comum verem-se símbolos desenhados nas montanhas. As montanhas eram adoradas pelos Incas, por serem pontos mais altos estavam mais perto dos Deuses. Assim, os desenhos gigantes ali feitos são oferendas ou agradecimentos do povo peruano.


A viagem terminou com este almoço ultimo peruano. A comida peruana surpreendeu-me tanto que merece um post dedicado só a este tema.