Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Taronga Zoo - Sydney


O Zoo de Sydney é na margem oposta ao centro da cidade. A vista do zoo é fantástica, com a Opera House, a Harbour Bridge, o mar e os edifícios do centro.  

Ir ao Jardim Zoológico em criança é com certeza uma experiência completamente diferente daquela que se vive em adulto. Fomos visitar o zoo de Sydney na expectativa de encontrar animais diferentes, exóticos, especialmente coalas e cangurus. Não ficamos desiludidos.


O J. colocou a sua lente de maior zoom na máquina e fartou-se de tirar fotos às pestanas dos bichos. Não foi bem assim mas quase... Temos fotos muito boas. Deixo algumas, provavelmente demasiadas, mas é sempre difícil escolher.



Os coalas são super fofinhos! Dormem em sitios incríveis no cimo das árvores e dão vontade de abraçar (por muitos muitos dólares podem-se abraçar coalas mas não neste zoo).

 Dragão de Komodo

 Sapos e rãs


 Não me lembro do nome, mas é algo entre uma iguana e lagarto gigantes

 Cabras da montanha

 A casa delas tem vista para a cidade...

 Lince

 Pássaro... também não me lembro do nome...

 Uma leoa fofinha a tirar uma soneca

 Um tigre vigilante

 No Show de Aves


 Uma coruja a voar mesmo ao pé das nossas cabeças...


 Falcão Peregrino... a maior ave de todas

 Aves tropicais

 Peixes... não sei o nome (já foi há 2 meses querem o quê?)



For a future full of fish (para um futuro cheio de peixe)

 Leões marinhos e pinguins



 A maternidade não é algo só de humanos...

 Macaquinhos amiguitos

 E finalmente, os cangurus e wallabies... os meus favoritos! Principalmente este deitado ao sol...



Tive sorte e ainda vi um a saltitar, como só os cangurus conseguem. Foi o último que vi mesmo antes de ir embora, pelo que fiquei com a sensação de missão cumprida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Uma quase obra de arte

O C. é um o professor mais jovem do meu grupo. Foi com ele que mais aprendi e trabalhei desde que vim para BH. Nos primeiros tempos tinhamos sempre umas bolachinhas/chocolates de nome Bis, no laboratório. Bis são uma especie de biscoitos recheados com chocolate branco ou de leite, embrulhados em prata individualmente. No seu primeiro aniversário (comigo aqui), pedi a chave do gabinete dele na secretaria e fui lá escrever "parabéns" com Bis. Desta vez, havia uma festa surpresa para ele e decidi recriar a ideia e fazer um bolo Bis. O problema é que eu nunca fui grande coisa nos bolos, até porque o meu forno daqui... coitado... não funciona lá muito bem. A coisa piorou bastante quando cheguei a casa da namorada dele, onde ia ser a festa, e ela me disse que não tinha comprado outro bolo e que o meu ia ser o bolo oficial, para cantar os parabéns e tudo. Pânico! Pânico! Pânico!

Na altura o bolo estava feito, mas faltava a cobertura, coisa que nunca eu tinha feito, só imaginado. Com a ajuda dela lá fui inventando e no final saiu tudo perfeito! Acho que foi a primeira vez que imaginei alguma coisa mais elaborada, que depois consegui executar. 

Ainda durante a execução, ao lado dos famosos biscoitos Bis

Infelizmente não há muitas fotos do produto final, porque na azáfama das panelas não me lembrei. Ainda assim consegui 2 de convidados que puseram as fotos no facebook. Não é nenhuma obra de arte para para mim é quase, porque foi a primeira vez...

 O produto final...

sábado, 1 de setembro de 2012

Amil Eco Running - Campinas



Na semana passada, já contava com um fim de semana em casa, para descansar sem fazer nada, quando recebi um telefonema do meu primo que mora em Campinas, no estado de São Paulo. A empresa dele ia patrocinar uma corrida no fim de semana e ele convidou-nos a participar. Quase recusei, porque a empresa dele é de construções e tive medo que nos fizessem correr com tijolos agarrados aos pés, mas esclarecidas as coisas aceitamos o convite!


A corrida era de 7 Km, corridos num centro agricola. Foi muito bom ter sido num sítio assim tão diferente. Além de ter sido em terra batida e não asfalto, o que é muito melhor para os joelhos, ainda tivemos o prazer de correr no meio dos campos de milho, tractores e outras coisas que não identifiquei (provavelmente nada, porque a maioria dos campos parecia só lavrado). As subidas trouxeram à corrida um senso maior de aventura e desafio e cansaram-me bastante! Não tenho fotos, o que é uma pena... (as fotos são dos arredores da casa do meu primo). 

Mais uma vez o chip do J. não funcionou, o que é sempre frustrante. Começo a achar que isto acontece demasiadas vezes... Na corrida que fizemos na Australia podíamos testar o chip antes da corrida e troca-lo senão funcionasse.

 Houve até escorrega no papelão!

E brincadeiras com a cadela que gostava de cocos...

O "resort" onde ficámos instalados

Divertimo-nos imenso, e fizemos todos uma boa corrida. Eu, que tenho vindo a recuperar das semanas que passei em viagem sem treinar, fiz quase tão bem quanto o esperado, o que significa que os meus treinos estão a resultar. Correram 166 mulheres no total, e eu fiquei em 15º!

Amil Eco Running Campinas, 7 Km, 36:08
Da direita para a esquerda está o meu primo, o J., eu e uma colega do meu primo. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um dia de Chef

Hoje montei um menu para uma festa, organizei e preparei tudo e no final ainda recebi altos elogios sobre as minhas ideias. Se calhar estou na profissão errada...

Ou não, vamos lá ver como corre amanhã, porque ideias não enchem barrigas!


UPDATE
Foi um sucesso! Trabalhei que nem uma louca durante horas, mas recebi imensos elogios. Até o bolo, que era o meu ponto fraco, ficou fantástico! A melhor parte foi quando um homenzinho que eu não conhecia nos veio perguntar quanto é que cobrávamos por festa...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sara Jump - Sydney


Sydney - Austrália


Sydney é fantástico!
Sydney é Londres mas mais pequeno, com mais sol e com vinhos melhores.

Chegamos a Sydney quase à hora de almoço. O nosso plano era passear o  resto do dia e ir dormir o mais tarde que o nosso corpo aguentasse. Não foi difícil, porque a excitação de estar do outro lado do mundo era bastante.

 Centro de exposições

Jardim Chinês da Amizade

Começamos por visitar a Universidade tecnológica de Sydney, e em muito me fez lembrar as universidades do Reino Unido. O espírito, o modo de trabalho, o aspecto e até os hábitos. Gostei. Não me importava mesmo nada de lá trabalhar.
Depois disso, fomos direitinho à casa da opera. Depois de me ter desiludido com o tamanho do Cristo Redentor no Rio, tinha bastante medo de me desiludir com a Opera House de Sydney. Nada disso. É uma vista simplesmente fantástica, de todos os ângulos.

 Sydney Opera House


 Sydney Harbour Bridge

Sydney visto da Opera House

A Opera House reflectida no restaurante The Quay, do chef Peter Gilmore, um dos mais famosos de Sydney.

No segundo dia decidimos ir até ao jardim zoológico, que é enorme. Além dos bichos do costume havia muitos coalas fofinhos, que dormem de forma incrível no cimo das arvores e cangurus saltitantes de todos os tamanhos. Tenho tantas fotos de animais fofinhos e exóticos que vou postar um post só com eles. Eles merecem!

Vista do Zoo

Ainda visitamos também o jardim botânico, que é enorme e tem uma vista linda sobre a opera. Havia muitas pessoas a correr, e fiquei cheia de pena de não ter tido tempo para isso.

 Achei o máximo as placas espalhadas pelo parque a dizer para pisar na relva e para abraçar as árvores!

 A luz do pôr do sol...

 Casa do Governo

 Árvore-sombrinha

 Igreja de Santa Maria

 Em frente à Igreja

 Torre de Sydney

 Papagaios à solta no parque...

A cidade vista do parque

 Vai uma corrida?

 Uma rocha escavada... a pessoa minuscula sou eu...


Museu Botânico

Os dias que passámos em Sydney passaram rápido e foram curtos para conhecer tanto nesta cidade. Por mim voltava lá já amanhã, mas fica um bocadinho longe... Ficam então as memórias de uma cidade agitada, cosmopolita e muito interessante.




sábado, 25 de agosto de 2012

Mais vale tarde do que nunca...

Passámos um ano a reclamar constantemente dos filmes na TV serem sempre dobrados em português do Brasil... Descobrimos hoje um botão no comando que nos deixa escolher entre dobrado e legendado.

Pérolas à Brás (iu) #5 - Gentileza Brasileira

A gentileza brasileira é famosa e bem conhecida em Portugal. Mas até onde ela chega? Até hoje ninguém sabe...

Ontem ia apanhar um autocarro, dentro do campus, quando ainda de longe vejo que o autocarro verde, que é gratuito tinha acabado de parar na paragem. Ainda era um bocado, mas como geralmente há muita gente a subir demora um bocadinho a arrancar. Além disso, quem não gosta de um bom sprint logo pela manhã? Deitei-me a correr que nem uma doida. Corria tanto que dois homens dentro de um  outro autocarro começaram a fazer claque aos gritos. Faltavam uns escassos 50m para chegar quando o autocarro que eu queria apanhar arrancou. Os homens do outro autocarro viram, e sabendo que eu tinha corrido para o apanhar, buzinaram, fizeram sinais de luzes e gritaram muito ao outro motorista até que este parou no meio da rotunda. Eu vi que estava parado, mas pensei que era para algum carro passar. Mas não! O autocarro parou no meio da rotunda, com uma fila enorme de carros atrás... à minha espera! Claro que quando entrei estava TODA a gente a olhar para mim, toda vermelha e a arfar.

Valeu a pena! Mas o final desta história seria bem diferente se não existisse a famosa gentileza brasileira!

domingo, 19 de agosto de 2012

As piadas de Down Under

Waiheke Island, Nova Zelândia

A viagem adivinhava-se longa e as expectativas altas. O tempo passou mais rápido que o esperado. O sistema de entretenimento do avião era óptimo, e fartei-me de ver filmes, jogar quem quer ser milionario e afins. Hoje em dia todos os aviões que fazem viagens longas têm estes sistemas, mas nem sempre a escolha é tão grande e actual. Fiquei surpreendida!

Uma das coisas mais engraçadas de voar até ao outro lado do mundo é a diferença horária. No ar as horas deixam de ser importantes. Ninguém sabe que horas são. São x horas no Brasil, y no Chile e z na Australia, mas não estamos em nenhum deles, por isso não estamos em nenhum fuso horário e são horas nenhumas! Quando aterramos, uma das hospedeiras de bordo, disse ao microfone "são 6h da manhã, de sexta-feira, dia x de Junho". Com esta brincadeira de horários já era sexta-feira e ainda nem tinha sido quinta...

No regresso, partimos de Auckland, na Nova Zelândia, num voo até Santiago do Chile, onde tínhamos que apanhar outro voo para o Brasil. Saímos de Auckland às 4h da tarde e chegamos ao Chile às 11h da manhã, do mesmo dia... É uma sensação muito engraçada!
De manhã (na primeira manhã...), exactamente às 11h, estavamos a comer sentados numa das praças de Auckland e não deixamos de nos rir ao pensar que mais tarde nesse dia, mas exactamente à mesma hora estariamos no Chile... Foi definitivamente o dia mais longo da minha vida!

Outro factor que torna o lugar tão interessante é o facto de ser do outro lado do mundo, em baixo do mundo como eles gostam de lhe chamar (down under). Quando estavamos na Gold Coast, subimos ao telhado do hotel, onde a vista era fantástica com praias imensas de ondas enormes. Sem saber porquê e completamente perdida nas direcções pergunto: "Para que lado é Portugal? Para onde é que aponto se eu quiser apontar para Portugal?". O J. olhou para mim, riu-se e disse "acho que o mais correcto é apontar para aqui", e aponta para o chão... E ele estava certo... aquela era a direcção certa para apontar para casa...

É exactamente por este tipo de coisas que a Australia e a Nova Zelândia são especiais. Podia até serem países feios e chatos que sempre seriam especiais... De feio e chatos não têm nada, já de especiais têm tudo. E nem é só pelas gracinhas acima descritas...

Sydney, Australia

Meia de Floripa


O verdadeiro motivo para ter ido a Florianopolis foi a Meia de Floripa. Porquê? Porque é uma corrida bastante tentadora, não só por ser sempre à beira bar, mas também por ser quase sempre plana e por ser no sul, em pleno Inverno, ou seja com uma temperatura bastante mais baixa.

Depois de dois dias na pousada à beira mar ficamos na casa do meu primo, que mora perto do centro, onde fizemos a preparação para a corrida: comemos e bebemos sem parar. Sendo mais perto do Chile e da Argentina, os preços dos vinhos no sul do Brasil são bem mais acessíveis e não podíamos deixar de aproveitar.

Depois de comer sem parar achei que ia fazer o pior tempo de sempre na corrida. A manhã da corrida estava bem fresca e havia mais gente que o normal. Comecei a correr num ritmo confortável não só pelo álcool que ainda devia andar nas veias, mas também pela lesão no gémeo que tinha tido à pouco tempo e pela falta de treinos que isso causou. Assim, corri enquanto apreciava a vista ao mesmo tempo e quando dei por mim estava no quilometro 6 e ainda nem arfava. Comecei a ficar preocupada, porque mesmo mais devagar não queria demorar uma eternidade. 

Decidi acelerar o resto do tempo e no final fiz o segundo melhor tempo de sempre!!! Percebi como a temperatura é importante. Correr com 18ºC é muito melhor do que correr com 25 ou mais. Senti-me super bem durante e depois da corrida. Se não tivesse comido tanto e se tivesse treinado como deve ser, poderia ter feito um tempo fantástico. Ainda que nas mesmas condições, o J. conseguiu baixar o tempo o suficiente para entrar no pelotão Quénia. Ou seja, na próxima corrida, ele vai poder sair no grupo da frente, juntamente com os atletas profissionais.


10km, 51:11, 6/10 em categoria e 18/386 no geral feminino

Ainda estou à espera que o meu primo me envie as fotos que tirou.