Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

domingo, 7 de outubro de 2012

Fica a dica

Inventamos de pôr cubos de gelo dentro da mochila de hidratação e agora os nossos treinos longos são muito melhores. Além de a água se manter fresquinha durante o treino todo, também se sente aquele friozinho nas costas que ajuda a não ter tanto calor.

Fica a dica. Para quem? Sei lá... para quem quiser. Apeteceu-me partilhar.

Surpresa!

Acabei de comprar cornichons (aqueles pickles de pepino) que sabem a tremoços! Demorei uns 5 minutos até perceber qual era o sabor mas percebi que era a tremoço...

Deitei-os fora...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gostei desta...


TAM - A pior companhia aérea

Eu nem sou esquisita com companhias aéreas, mas gosto de ser bem tratada porque estou a pagar não só pelo transporte mas por todo o serviço em si. O meu grau de exigência duplica para voos intercontinentais, porque são voos longos, que envolvem mais cuidados tanto da parte do passageiro como das hospedeiras e comissários de bordo. Mesmo dizendo que as minhas exigências duplicam para esses voos, eu fico facilmente satisfeita desde que tenha uma refeição decente, um monitor de entretenimento que funcione e sobretudo pessoas que eu saiba que se eu tiver um problema estão ali para me ajudar ou pelo menos tentar.

Até hoje já fiz voos intercontinentais com várias companhias aéreas e posso afirmar que a TAM é de longe a pior. O avião eram velho, algumas das peças no meu assento estavam coladas com cola de papel e caiam, e o som do meu monitor só funcionava às vezes. Isso pode parecer pouco mas é bastante chato quando sabemos que vamos estar naquele lugar mais de 11h sem nada para fazer... A comida foi bastante má e não me venham com coisas que é comida de avião, porque hoje em dia serve-se comida no ar digna de um restaurante! Pelo menos serviram comida e não um pacote de 15g de amendoins como fazem nos voos domésticos... Mas tudo isso eu tolerava, porque era só mais um voo e esqueceria tudo assim que chegasse ao destino.

O meu voo saiu 2h atrasado e chegou ao destino com 2h30min de atraso. Isso nunca me tinha acontecido! Em voos longos como este é relativamente fácil recuperar o atraso, ou parte dele. Mas ali não... para isso teriam que abrir os cordões à bolsa e o combustivel está caro. A meu ver isso é extremamente egoista, porque mais de metade dos passageiros tinha voos de conexão, que perderam... A TAM é portanto uma companhia aérea que pensa nela própria e nos seus beneficios e não nos passageiros, que por acaso até pagam pelo serviço.

Um outro problema são os comissários de bordo, que só sabem fazer exactamente o que eles acham que é o trabalho deles, empregados de mesa. O que eles parecem não saber é que dentro das suas funções está também a resolução de problemas e são também responsáveis pelo conforto dos passageiros. Os comissários de bordo da TAM não sabem o que fazer quando surge algum problema, digamos que, diferente... Não sabem resolver problemas. Não sabem responder a questões.

A cerca de 3h do fim do voo, falei com um dos comissários sobre o meu problema. É que se havia passageiros que já tinham perdido o voo de ligação, eu ainda podia apanhar o meu, porque o meu tempo de espera era maior. O meu problema é que estava sentada na cauda do avião, e o tempo que iria demorar a sair poderia ser crucial para apanhar o meu voo. O primeiro comissário de bordo com que falei disse que ia ver se havia lugares, mas que tinha quase a certeza que não havia e que não podia fazer nada. Eu também tenho a certeza que ele não fez nada e nunca mais veio falar comigo. Aliás, daí em diante evitou olhar para mim SEMPRE que passou pelo meu lugar. Inclusivé, quando passaram a recolher as mantas, ele recolheu as dos lugares à minha frente, ao meu lado, atrás de mim e não a minha! O mesmo com os auscultadores! Nem queria acreditar que estavamos nesse nivel... Claro que a seguir aperto o botão para chamar alguém. Desta vem aparece uma hospedeira de bordo. Mais uma vez explico o meu problema. Ela diz que há várias pessoas com o mesmo problema e não pode fazer nada, mas que não preciso de me preocupar porque vai estar alguém da TAM à saída do avião para nos ajudar com os nossos voos de ligação.

Não fiquei nada descansada, porque infelizmente já ouvi essa história outras vezes e nunca lá vi ninguém. A minha esperança residia no facto de estar num voo internacional, e de as coisas serem diferentes desta vez... O que eu sempre sinto nesta situação, é que eles querem dar uma resposta que nos cale, sendo que depois se eu for reclamar a alguém do aeroporto, já não é nada com eles e é problema de outros.

Finalmente saí do avião e não havia NINGUÉM à nossa espera! Quando saí do avião tinha exactamente 40 minutos para mudar de terminal, passar no check in e ir buscar o meu cartão de embarque (porque nem isso me deram quando fiz check in no Brasil, sabe-se lá porquê...), e embarcar. O aeroporto era enorme e apesar de já lá ter estado duas vezes antes não me lembrava de nada... O meu voo de ligação para Atenas era o último do dia e eu não queria passar uma noite em Paris, com a minha irmã sozinha em Atenas à minha espera.

Será que consegui? Esperem pelo próximo post, porque isto acabou por ficar longo demais. Se não quiserem ler o texto enorme posso resumir as coisas numa frase... ou em duas, vá. 

A TAM é tão xunga tão xunga tão xunga que até nos deixa de boca aberta. Se vieram ao Brasil não escolham a TAM, mesmo que seja uns trocos mais barata (a diferença não é muito grande no preço mas é enorme na qualidade). 

Ok...............

Enquanto corria no canal ontem à noite comecei a ver chamas numa das extremidades do canal. Não eram pequenas, mas também vi que havia pessoas em volta, pelo que pensei que era mais uma das queimadas que por aqui fazem. Esta gente adora queimadas e esta era mesmo no passeio, entre a estrada e uma casa e as chamas roçavam os ramos mais altos das árvores vizinhas dentro dos muros da casa. Quando me aproximo vejo que está lá um camião e penso "ah desta vez pelo menos fazem-no com segurança e chamaram os bombeiros". Que inocente...

O camião ia entregar uma botija de gas, e estava cheio de botijas de gas a menos de 5m das chamas! Como aquilo não era suficientemente perto, o condutor estava a ajeitar o camião e quando parou, que foi quando eu lá passei mesmo ao lado, o camião ficou mesmo ao lado das chamas! A menos de 2m!!! Eu disse ao J. que ali não passava outra vez e decidimos correr pelas ruas e não pelo canal, longe do fogo (além do calor das chamas ainda havia o fumo). Quando voltamos, o fogo já estava quase apagado, mas o camião continuava lá. Pelo que percebi, o dono da casa e o do camião eram amigos e estavam alegremente à conversa. Pergunto-me se aquela gente tem alguma noção do perigo que correu e se aquilo acontece muitas vezes.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Segurança precisa-se!

A última noite em Mykonos durou até de manhã. Foi o jantar da conferência, seguido de muita dança. Dancei tanto que os meus sapatos, ainda que rasos, partiram-se (nem perguntem...), o que fez com que dançasse a grande maioria da noite... descalça. Os meus pés ficaram tão mas tão pretos que até hoje não os consegui lavar completamente. Foram mais de 6h sem parar! Nem eu sei bem onde fui buscar tanta energia, mas acho que foi ao facto de estar num sitio novo, diferente, e de estar rodeada de pessoas novas, acabadinhas de conhecer mas ao mesmo tempo tão semelhantes a mim mesma. Tinha-me esquecido como era bom viajar sozinha! Adoro o J. e adoro viajar com ele, mas redescobri o que já sabia mas tinha-me esquecido. Que adoro fazer as malas e andar por aí. Que é bom estar sozinha num restaurante (ao contrário do que toda a gente pensa), entregue aos meus pensamentos, e depois meter conversa com quem aparecer, sejam outros solitários ou até os empregados. Que adoro conhecer pessoas novas e isso acontece muito mais quando estou sozinha.

Anyway...

Quando voltava para o meu hotel, sozinha, já depois das 6h da manhã mas ainda completamente escuro, ia feliz, sem sono, com os sapatos na mão e um sorriso nos lábios. Depois apercebi-me que há anos que não fazia aquilo. Poder caminhar sozinha à noite e sentir-me completamente segura. Tinha-me também esquecido como isso é bom. Como é bom poder sair à noite sem me preocupar com as horas, com os perigos que envolvem o voltar para casa tarde, mesmo quando estou com o J. Percebi que quero tudo isso outra vez, e rápido. Segurança não se paga e apesar de todos os sitios terem os seus  perigos, em nenhum outro sitio me sinto tão insegura como neste país. 

Foi também nesse momento que percebi que nem que tenha que ir limpar escadas, o meu visto no Brasil não será prolongado, mesmo que aqui eu tenha emprego garantido...
Adoro o Brasil, mas está na hora de ir embora... e o principal motivo é sem duvida a necessidade de segurança!

Sei que estou volta ao Brasil...

1. ... quando depois de ouvir os avisos no avião várias vezes, para declarar todo e qualquer tipo de alimento no cartão da alfândega, chego ao aeroporto e não há ninguém na mesma para recolher os cartões e revistar as bagagens.

2. ... quando o meu cartão de embarque decente que me deram na Grécia é rasgado e trocado por um tipo papel higiénico.

3. ... quando no aeroporto os membros que trabalham nas portas de embarque gritam ao microfone os embarques (hello! isso é um microfone, não é preciso gritar!).

4. ... quando no aeroporto os membros que trabalham nas portas de embarque gritam tão perto do microfone que ninguém entende nada do que eles dizem.

5. ... quando no aeroporto dois membros que trabalham nas portas de embarque, de portas diferentes, gritam ao mesmo tempo numa competição para ver quem grita mais.

(são 6h da manhã, estou em viagem à quase 24h, já nem os posso ouvir!!!)

6. ... quando ouço uma senhora atrás de mim a dizer, depois de ter ouvido alguém reclamar do barulho, "que a Europa não é assim tão diferente disto". Eu ficaria honestamente muito feliz pelo Brasil se isso fosse verdade, mas sejamos realistas...

Aaaahhhhhh, estou de volta...

Rejuvenesci!

Aqui estou eu de novo no aeroporto do Rio, mas desta vez à espera do voo de regresso a casa. Aconteceram tantas coisas na última semana que não sei por onde começar.

Há mais de um ano que não ia à Europa e ainda que tenha saído da América do Sul, descobri que nada me faz tão bem como a Europa. Nem precisa ser Portugal, qualquer sitio da Europa me faz sentir mais em casa. As pessoas são mais como eu, comportam-se como eu, têm os mesmo hábitos e se forem idiotas são-no da mesma maneira que eu.

Aos poucos, como já vem sendo hábito, vou contando todas as minhas aventuras. 
Passeei com a minha irmã.
Passeei sozinha.
Fiz amigos de todo o mundo.
Tive uma viagem de barco alucinante.
Corri uma maratona para não perder um voo.
Vi-me no meio de confrontos de uma quase revolução.
Fiz uma corrida que terminou no meio do mato e fiquei toda arranhada e sobretudo...
Passei por lugares fenomenais!

Não percam em breve... Uma Aventura na Grécia!

sábado, 22 de setembro de 2012

World cup here we go!

Estou no aeroporto internacional do Rio de Janeiro. No lado internacional inteiro há só um café, caro como os olhos da cara, que dos 30 items de comida tem 5. A fila é enorme, mas há apenas uma empregada a atender e mais outra na cozinha a preparar tudo. Nenhuma das duas fala uma palavra de outra lingua que não o português. Demorou 30 minutos para conseguir comprar uma garrafa de água.

Sim, acho que estão prontos para receber o mundial de futebol e os jogos olímpicos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sei que estou a esturricar quando...

... aparece um homem à porta do meu gabinete e dá-se o seguinte diálogo:

Homem: Tenho aqui uma encomenda e estou à procura da sala 4839.
Eu: Sou eu!
Homem olha para mim muuuuiiiito confuso e não diz nada.
Eu: Que encomenda é que é?
Homem, a medo: É para a sala 4839...
Eu: Mas o senhor não disse que era para a Sara?
Homem: Não. Disse que estava à procura de uma sala...


... ao ligar para marcar um corte de cabelo, ao telefone:

Eu: Queria fazer marcação para cortar o cabelo.
Empregada: Com qual cabeleireira você cortar?
Eu: Hmmm, eu costumo cortar com aquela do cabelo escuro.
Emp.: Cabelo escuro? Nenhuma delas cabelo escuro.
Eu, a rebuscar na memória algo que descreva a pessoa: Ah já sei! Ela tem um caozinho!
Emp., rindo-se muito: Acho que já sei, mas vou confirmar aqui...


Tudo na mesma tarde...