Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Atenas - Grécia


Adorei a Grécia! O sol, as pessoas, a comida, as antiguidades, tudinho!
Comecei por Atenas. Há ruinas em todos os cantos. Há turistas em todos os cantos. Há garrafas de água a 50 cêntimos em todos os cantos. 

Também existem outras coisas para ver e para fazer. O render da guarda foi interessante, com os senhores de pompons nos sapatos a fazer uma dança muuuuiiiito lenta. Há os jardins, os montes, o grandioso estádio e a comida. Tinha muitas saudades de comer comida mediterrânea e matei as saudadinhas todas. Os queijos são deliciosos e nem vou descrever o verdadeiro iogurte grego, porque isso não tem descrição. 

Mas vamos começar pelo primeiro dia e pelas fotos.



Jardins Nacionais

 Teatro Municipal

 Jardins do Teatro




Temple of Olympian Zeus


O grande estádio de Panathinaikon, onde os Jogos Olímpicos da era moderna tiveram origem. Foi um dos monumentos que eu mais gostei. Fiquei muito contente de saber que os visitantes podiam pisar a pista e claro que não resisti e corri lá...


 O túnel de acesso aos balneários, onde atletas há tantos anos viveram tantas emoções.



Museu dos Jogos Olimpicos, onde estão guardados os cartazes e as tochas olímpicas das várias cidades que já organizaram o evento. Entre as minhas favoritas estão a deste ano, de Londres, e a de Sydney, pelo seu design moderno que faz lembrar a Opera House.

 Claro que ganhei a corrida...

A seguir subimos ao monte de Lycabettus. Atenas é praticamente plana, mas tem 3 montes: Lycabettus,  Fylopappos e a Acropolis. De qualquer um dos três se tem uma vista maravilhosa sobre a cidade.

 Vista sobre Atenas, do monte Lycabettus.

 No alto do monte Lycabettus


No final do dia ainda vimos o render da guarda, no parlamento de Atenas. 

Depois de esgotarmos as nossas energias todas decidimos procurar um sitio para comer. Pensamos que sendo uma cidade turistica, devia haver uma rua cheia de restaurantes. Que inocentes... Há um bairro inteiro cheínho de restaurantes, cafés, lojas, etc. Escolhemos um e comemos a nossa primeira refeição grega. A sobremesa foi em outro sitio... um fantástico frozen yogurt feito com iogurte grego. Se eu já gostava de frozen yogurt, passei a salivar cada vez que pensava nestes...

 Tzatziki à esquerda e uma salada grega à direita. O pão era fantástico também, sempre fresco e crocante.

Kokoretsi, um prato tradicional (não me quero lembrar dos ingredientes, mas era bom!)

E assim se passou o primeiro dia...



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Maratona em Charles de Gaulle

O resto da história já está explicado aqui e basicamente o resto foi assim:

Saí do avião quase por último porque estava lá atrás e ao contrário do que a hospedeira me disse, não havia ninguém à espera dos passageiros com voos de conexão. Decidi não perder tempo a perguntar e comecei a correr. A porcaria da porta era longe como tudo e os corredores eram tão compridos que havia daqueles tapetes rolantes. Como TODAS as pessoas iam no tapete e não no corredor, deitei-me a correr por aí e 5 minutos depois já tinha passado os passageiros todos do meu voo. Quando cheguei à sala de espera do aeroporto tentei perceber de que porta saía o meu voo. Não o encontrei!

Pânico!

Pedi ajuda a uma empregada de mesa de um café ali ao pé e depois de alguns minutos ela repara que o meu voo sai de um outro terminal. Como era suposto eu ter 4h de espera no aeroporto não prestei atenção aos detalhes, pois teria tempo para fazer tudo com calma. A senhora indica-me o corredor para onde devo ir e recomeço a minha corrida. Faltavam menos de 40min. para o meu voo. 

Eu não sabia para onde estava a ir. Eram corredores curtos, com várias voltas e escadas, onde não havia mais ninguém. As placas indicavam que estava a ir na direcção certa, mas era estranho. Muitos corredores depois cheguei a uma sala, onde estava uma rapariga que me disse que tinha que esperar pelo mini autocarro que faz o transporte entre terminais. Um ecrã indicava que tinha que esperar 14 minutos e isso era desesperante. Como é que depois de correr tanto e com tanto ainda para correr eu podia ficar ali sentada, à espera. A rapariga tentou tranquilizar-me e dizer-me que eu tinha tempo de sobra para apanhar o voo. Apanhei o autocarro faltavam 20 minutos para o meu voo sair...

O autocarro parecia que não andava. Saí no Terminal que queria no edificio A, mas precisava de chegar ao D. Pensava que ia apanhar outro autocarro para o edificio C (sim, porque o autocarro parava no C e no E e eu precisava do D!), mas um senhor disse-me que não, que eu podia ir a andar por dentro do edifício. Começa a correria outra vez. Escrevendo jamais poderei descrever o quanto eu corri. Foi assim tanto tanto tanto e parecia que aquela porcaria nunca mais chegava. Era corredores, escadas para cima, escadas para baixo, mais corredores, filas de gente e eu a correr em full speed.

Finalmente chego ao D e vejo o balcão de check in 9, onde eu ainda precisava de levantar o meu cartão de embarque. Chego lá, cansada, quase sem respirar, e o senhor pergunta qual o meu voo. Digo que vou para Atenas e ele com aquele ar inchado "o check in está fechado, fechou à meia hora atrás". Mas eu só preciso do cartão de embarque, eu já fiz check in! O senhor não acreditava...

Pânico!

Finalmente apareceu outro senhor que não se importou de ir ver ao computador e que depois de 2 longos minutos (parecerem 2h, juro!), me fez um sinal de ok com o polegar. Deu-me o cartão de embarque e disse-me para correr porque estava atrasada (a sério?).

Passei pela segurança, tirando os liquidos e o computador, na maior das pressas e chego finalmente à minha porta de embarque faltavam 4 minutos para fechar! A senhora pediu-me a etiqueta da mala despachada e eu pensei para mim mesma que se a mala me aparecer em Atenas vou espalhar ao mundo inteiro que a Air France é a melhor companhia de sempre. É que se eu corri esta maratona para apanhar o voo, tenho a certeza absoluta que ninguém fez o mesmo com a minha mala...

O meu sonho quase se tornou realidade quando ouço o capitão falar ao microfone que iamos sair uns 15 minutos atrasados porque estavamos à espera da bagagem de um passageiro. O voo acabou por sair 20 minutos depois, mas da mala nem sinal. Era bom demais para ser verdade, mas fiquei bastante contente por ter chegado a Atenas ainda nesse dia e poder passar essa noite na companhia da minha irmã que estava lá à minha espera. A ultima coisa que que queria era ficar presa em Paris quando queria estar com ela a pôr a conversa de 6 meses em dia!

Esta foi assim a corrida mais importante da minha vida até hoje e fico feliz e ter cumprido o objectivo. De uma coisa tenho a certeza... se eu não corresse 3x por semana, nunca teria apanhado aquele voo...

O estado das coisas #2

Ou o cúmulo da confusão...

Isto vai parecer um post um bocado técnico, mas vou tentar explicar.

Estou a seguir um plano de treinos para melhor a minha performance. Geralmente, treino à Terça e à Quinta, mas como ontem já saí tarde do trabalho decidi fazer o treino hoje de manhã. Levantei-me bem cedo (e se calhar é essa a razão de toda a confusão), vi no plano o que tinha que fazer e... misturei tudo!

Plano de Terça (treino de manutenção):
5x4min, mantendo um ritmo de 4:35/km, com intervalo de 2:30.

Plano de Quinta (treino de velocidade):
3x300m, que devo fazer em 60s (tipo Bolt quando acorda muuuito cansado)
4x1000m, que devo fazer em 3:50 (tipo Bolt, quando acorda de ressaca)
Intervalo de 90s.

Treino a la Sara (parece o nome de uma receita):
3x300 com ritmo de 4:35, ou seja em 82s, e intervalos de 2:30
e
3x1000, com o mesmo ritmo mais lento e intervalos de 90s.

Ou seja, misturei as distâncias, as velocidades, e ainda consegui misturar os intervalos de recuperação! Não sei quem se apoderou do meu cérebro nesse tempo, mas foi muito bem feito! Acho que mesmo que agora fosse para casa e pensasse "vou fazer uma mistura completa dos dois treinos" não a fazia tão bem como hoje de manhã. Se pensarmos bem, o corpo até que tem razão, porque não é nem Terça nem Quinta e isso deve-o ter deixado baralhado.

Agora ando aqui a pensar que raio de treino é que faço amanhã? Misturo o resto? Podia já contar como ter feito os 2 e ter folga...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Conversas surreais

Estou a tentar marcar um fim de semana num parque natural que fica no meio do nada. Precisava saber a que horas os autocarros saem da cidade mais próxima para a capital do estado, de onde marcaria um voo. Como a companhia que faz o transporte não tem os hórarios online, decidi telefonar (há muitas coisas no Brasil que ainda funcionam melhor ligando e falando com as pessoas do que online). Esse telefonema foi surreal...

Eu: Boa tarde. Gostaria de saber os horários dos autocarros de X para Y.
Senhor, num tom seco e muito rápido: Quê?
Eu: Queria saber os horários de X pata Y.
Senhor: Horários, quais horários? Aquilo não tem horários, sai um de manhã e outro de tarde.
Eu: Mas não sabe a que horas sai? Sai quando lhes apetece é?
Senhor: Às vezes sai por volta das 8h, mas nem sempre.
Eu: Ok, m...
Senhor: Ok, tchau!

E desligou!

E eu juro que ouvi dizer que estavamos no século XXI...

O estado das coisas

No trabalho, depois de almoço, com um calor daqueles eu digo: "Está tanto calor que já dormia uma sesta", digo eu enquanto estico o braço sobre a secretária e deito a cabeça por cima do braço.
O meu colega de gabinete ri-se e sai para o laboratório.

45 minutos depois volta e encontra-me exactamente na mesma posição...

Nem acredito! Adormeci mesmo e juro que aqueles 45 minutos me pareceram um piscar de olhos. No ínicio pensava que tinha sido ele que tinha voltado atrás só para me chatear a cabeça, mas ele garantiu-me que não e que sabe que foram 45 minutos porque viu as horas antes e depois. Na verdade, o meu relógio também me dizia que sim, que tinhamos viajado no tempo...

Dormi 45 minutos no trabalho sem dar por isso! 45 minutos, senhores!

domingo, 7 de outubro de 2012

Fica a dica

Inventamos de pôr cubos de gelo dentro da mochila de hidratação e agora os nossos treinos longos são muito melhores. Além de a água se manter fresquinha durante o treino todo, também se sente aquele friozinho nas costas que ajuda a não ter tanto calor.

Fica a dica. Para quem? Sei lá... para quem quiser. Apeteceu-me partilhar.

Surpresa!

Acabei de comprar cornichons (aqueles pickles de pepino) que sabem a tremoços! Demorei uns 5 minutos até perceber qual era o sabor mas percebi que era a tremoço...

Deitei-os fora...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gostei desta...


TAM - A pior companhia aérea

Eu nem sou esquisita com companhias aéreas, mas gosto de ser bem tratada porque estou a pagar não só pelo transporte mas por todo o serviço em si. O meu grau de exigência duplica para voos intercontinentais, porque são voos longos, que envolvem mais cuidados tanto da parte do passageiro como das hospedeiras e comissários de bordo. Mesmo dizendo que as minhas exigências duplicam para esses voos, eu fico facilmente satisfeita desde que tenha uma refeição decente, um monitor de entretenimento que funcione e sobretudo pessoas que eu saiba que se eu tiver um problema estão ali para me ajudar ou pelo menos tentar.

Até hoje já fiz voos intercontinentais com várias companhias aéreas e posso afirmar que a TAM é de longe a pior. O avião eram velho, algumas das peças no meu assento estavam coladas com cola de papel e caiam, e o som do meu monitor só funcionava às vezes. Isso pode parecer pouco mas é bastante chato quando sabemos que vamos estar naquele lugar mais de 11h sem nada para fazer... A comida foi bastante má e não me venham com coisas que é comida de avião, porque hoje em dia serve-se comida no ar digna de um restaurante! Pelo menos serviram comida e não um pacote de 15g de amendoins como fazem nos voos domésticos... Mas tudo isso eu tolerava, porque era só mais um voo e esqueceria tudo assim que chegasse ao destino.

O meu voo saiu 2h atrasado e chegou ao destino com 2h30min de atraso. Isso nunca me tinha acontecido! Em voos longos como este é relativamente fácil recuperar o atraso, ou parte dele. Mas ali não... para isso teriam que abrir os cordões à bolsa e o combustivel está caro. A meu ver isso é extremamente egoista, porque mais de metade dos passageiros tinha voos de conexão, que perderam... A TAM é portanto uma companhia aérea que pensa nela própria e nos seus beneficios e não nos passageiros, que por acaso até pagam pelo serviço.

Um outro problema são os comissários de bordo, que só sabem fazer exactamente o que eles acham que é o trabalho deles, empregados de mesa. O que eles parecem não saber é que dentro das suas funções está também a resolução de problemas e são também responsáveis pelo conforto dos passageiros. Os comissários de bordo da TAM não sabem o que fazer quando surge algum problema, digamos que, diferente... Não sabem resolver problemas. Não sabem responder a questões.

A cerca de 3h do fim do voo, falei com um dos comissários sobre o meu problema. É que se havia passageiros que já tinham perdido o voo de ligação, eu ainda podia apanhar o meu, porque o meu tempo de espera era maior. O meu problema é que estava sentada na cauda do avião, e o tempo que iria demorar a sair poderia ser crucial para apanhar o meu voo. O primeiro comissário de bordo com que falei disse que ia ver se havia lugares, mas que tinha quase a certeza que não havia e que não podia fazer nada. Eu também tenho a certeza que ele não fez nada e nunca mais veio falar comigo. Aliás, daí em diante evitou olhar para mim SEMPRE que passou pelo meu lugar. Inclusivé, quando passaram a recolher as mantas, ele recolheu as dos lugares à minha frente, ao meu lado, atrás de mim e não a minha! O mesmo com os auscultadores! Nem queria acreditar que estavamos nesse nivel... Claro que a seguir aperto o botão para chamar alguém. Desta vem aparece uma hospedeira de bordo. Mais uma vez explico o meu problema. Ela diz que há várias pessoas com o mesmo problema e não pode fazer nada, mas que não preciso de me preocupar porque vai estar alguém da TAM à saída do avião para nos ajudar com os nossos voos de ligação.

Não fiquei nada descansada, porque infelizmente já ouvi essa história outras vezes e nunca lá vi ninguém. A minha esperança residia no facto de estar num voo internacional, e de as coisas serem diferentes desta vez... O que eu sempre sinto nesta situação, é que eles querem dar uma resposta que nos cale, sendo que depois se eu for reclamar a alguém do aeroporto, já não é nada com eles e é problema de outros.

Finalmente saí do avião e não havia NINGUÉM à nossa espera! Quando saí do avião tinha exactamente 40 minutos para mudar de terminal, passar no check in e ir buscar o meu cartão de embarque (porque nem isso me deram quando fiz check in no Brasil, sabe-se lá porquê...), e embarcar. O aeroporto era enorme e apesar de já lá ter estado duas vezes antes não me lembrava de nada... O meu voo de ligação para Atenas era o último do dia e eu não queria passar uma noite em Paris, com a minha irmã sozinha em Atenas à minha espera.

Será que consegui? Esperem pelo próximo post, porque isto acabou por ficar longo demais. Se não quiserem ler o texto enorme posso resumir as coisas numa frase... ou em duas, vá. 

A TAM é tão xunga tão xunga tão xunga que até nos deixa de boca aberta. Se vieram ao Brasil não escolham a TAM, mesmo que seja uns trocos mais barata (a diferença não é muito grande no preço mas é enorme na qualidade). 

Ok...............

Enquanto corria no canal ontem à noite comecei a ver chamas numa das extremidades do canal. Não eram pequenas, mas também vi que havia pessoas em volta, pelo que pensei que era mais uma das queimadas que por aqui fazem. Esta gente adora queimadas e esta era mesmo no passeio, entre a estrada e uma casa e as chamas roçavam os ramos mais altos das árvores vizinhas dentro dos muros da casa. Quando me aproximo vejo que está lá um camião e penso "ah desta vez pelo menos fazem-no com segurança e chamaram os bombeiros". Que inocente...

O camião ia entregar uma botija de gas, e estava cheio de botijas de gas a menos de 5m das chamas! Como aquilo não era suficientemente perto, o condutor estava a ajeitar o camião e quando parou, que foi quando eu lá passei mesmo ao lado, o camião ficou mesmo ao lado das chamas! A menos de 2m!!! Eu disse ao J. que ali não passava outra vez e decidimos correr pelas ruas e não pelo canal, longe do fogo (além do calor das chamas ainda havia o fumo). Quando voltamos, o fogo já estava quase apagado, mas o camião continuava lá. Pelo que percebi, o dono da casa e o do camião eram amigos e estavam alegremente à conversa. Pergunto-me se aquela gente tem alguma noção do perigo que correu e se aquilo acontece muitas vezes.