Nascida e criada em Portugal. Já morei na Polónia, no Brasil, na República Checa e agora é a Suécia que me acolhe.
O meu blogue, tal como o meu cérebro, é uma mistura de línguas. Bem vindos!

Born and raised Portuguese. I have lived in Poland, Brazil, Czech Republic and now I'm in the beautiful Sweden.
My blog, just like my brain, is a blend of languages. Welcome!

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

You got to love Sweden...

... but not always.

If you ask any Swede about bureaucracy they will tell you that it is terrible in Sweden. It's not. Everything works reasonably well and that's noticeable if you compare it with most other countries. However, bureaucracy is still bureaucracy. Mistakes can happen leading to funny/weird/stupid situations. Even in Sweden. Like this one.

Johan, who is Swedish, went to the dentist. A week later he got a letter from the social health care (or whatever försäkringskassan is called in English), in which was required that he presented proof from the migration office that he is allowed to live in Sweden. 

Our best guess is that they couldn't find him in the system, although he never had problems when he went to other doctors, assuming immediately that he was a foreigner due to one of his names being German.

He laughed and cried at the situation! What? I am Swedish! Where will you deport me to if I don't show this document? To Sweden?

Perfection doesn't exist after all...

domingo, 14 de agosto de 2016

Scottish/Irish humour

For those who are not even a little bit interested in running and are now wondering why the hell are they following this blog, here is a sneak peak of my latest trip to the islands. More (and better) will come, but I have over 1500 photos to take care of first. I love funny signs so I put together a small collection for you. 







Mauds, ice cream shop

This one is not funny, just very very polite.

Who wouldn't want to shop at something fishy? Fresh fish everyday!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Propagação imediata de mal entendidos

No passeio de barco que fizemos acabamos a conversar com o fundador da conferência, que é um senhor muito engraçado que adora Portugal. Contei-lhe que foi graças à conferência dele que conheci o J., e ele perguntou-me se era oficial. Eu disse-lhe que sim, a pensar que se referia à nossa relação, pois pensei que me estava a perguntar se estávamos mesmo juntos e se toda a gente sabia. Afinal ele entendeu tudo errado e uma hora depois anunciou o nosso casamento no jantar da conferência à frente de 400 pessoas!!! Como já estava toda a gente de copo erguido para o brinde não quisemos desiludir o senhor e fizemos a nossa parte. Levantamo-nos, erguemos os nossos copos e ouvimos a multidão a torcer por nós. Passámos o resto do jantar a ouvir parabéns de toda a gente! No inicio lá íamos explicando que não, não estávamos noivos, mas começamos a ficar cansados e quando chegou a vez daquele professor japonês importante, que tinha conhecido nessa tarde, nos congratular, desistimos e percebemos que era bem mais simples dizer “obrigado!”. 


E foi assim que sem querer tivemos uma festa de pré-casamento surpresa... Tendo em conta que mudei de área e possivelmente não voltarei a esta conferencia nos próximos anos, acho que foi uma boa maneira de fechar este ciclo.  

sábado, 5 de outubro de 2013

Pérolas à Brás(iu) #10 - Quem sabe a ultima...

... ou talvez não, uma vez que parece que o Brasil ainda me persegue.

Em Junho fiz a minha ultima viagem em trabalho. Uma vez que já não ia voltar ao Brasil, tinha combinado com a secretária que lhe enviaria os bilhetes de avião "usados", que ela precisa para provar que eu de facto fiz essa viagem. Conhecendo as secretárias demasiado bem, escrevi no final do email, "por favor, responda-me a este email dizendo que recebeu as passagens". Nunca obtive resposta, o que até nem me surpreendeu, apesar de eu lhe ter pedido.

Qual não foi o meu espanto quando a secretária me escreveu ontem, 3 meses depois (T-R-Ê-S meses!!!) do meu email, a pedir as passagens, sendo que o seu email era um "reply" do meu email COM as ditas cujas.

Será de mim ou anda tudo a aparvalhar?

domingo, 11 de agosto de 2013

Campeonato feroz na Amazónia

Na ultima barraquinha antes de nos embrenharmos na floresta encontramos esta pérola. Um torneio de penalties com prémios algo peculiares. Os homens ganham um boi de 120 Kg e 10 grades de cerveja e as mulheres um boi de 110 Kg e 5 caixas de coca-cola. Muito justo, sim senhor...


terça-feira, 9 de abril de 2013

Pérolas à Brás(iu) #9 - Falhas na electricidade

Aqui de vez em quando a electricidade vai abaixo e fica tudo às escuras. 
Às vezes é só durante 1 ou 2h, mas já cheguei a ficar sem luz durante mais de 24h.
Umas vezes é porque houve trovoada e caiu uma chuva tropical daquelas. Outras é porque a chuva fez cair uma árvore em cima de um poste de electricidade. Outras é porque há manutenção na zona e até recebemos um aviso a dizer "no Domingo não haverá luz das 9h às 17h". Porquê ao Domingo e não durante a semana que não há ninguém em casa porque vai tudo para o trabalho, não sei...

Hoje em dia já tenho o meu próprio ritual... sei onde estão as velas e os fósforos de cor. Corto frango e cenouras quase às escuras como ninguém. Ainda hoje, por exemplo, o jantar foi todo feito à luz das velas. Mas a luz veio rápido demais (só demorou 1h) e tivemos que apagar as luzes para comer com a mesma atmosfera com que cozinhamos. Ainda bem que o fogão é a gás e mesmo sem luz não morremos à fome. 

No trabalho as coisas pioram. Se estiver a trabalhar com lasers vai tudo abaixo e tenho que voltar a ligar tudo e nem sempre está tudo como antes. Às vezes, em vez de cortes de luz há picos de luz, ou seja, a luz falha momentaneamente mas o suficiente para se desligar tudo. Esses geralmente vêm em bandos como os pássaros e nesse caso o melhor é arrumar as trouxas e ir para casa, porque ligar e desligar os aparelhos não lhes faz muito bem à saúde. Assim que ouço trovoada, automaticamente salvo o que estou a fazer... já fui apanhada desprevenida demasiadas vezes. 

Mas acontece assim tantas vezes? Citando um professor, com o qual conversámos durante um almoço sobre o assunto: "não acontece assim tantas vezes". Não... 1 ou 2 vezes por mês em casa e 4 ou 5 vezes por mês na universidade. Quase nunca...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pérolas à Brás(iu) #8 - Olha a batata!

Ao ler umas dicas online, numa revista de corrida brasileira, que se diz conceituada (é pelo menos bastante popular), deparei-me com esta bela pérola. O texto era sobre maratonas e dava algumas dicas para os que querem começar a correr esta distância.

"Se for possível, o corredor pode ingerir uma batata cozida com bastante sal por volta do 30 km"

Oi? É para comer uma batata cozida no meio da corrida? Quando correr uma maratona vou levar a minha batatinha no bolsito dos calções, sacar dela ao quilómetro 30 e nunca mais ninguém me vê, só paro na meta!!

Imagem daqui

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pérolas à Brás(iu) #7 - Milhões no Rio

Segundo a Globo, estiveram 2.3 milhões de pessoas em Copacabana, na passagem de ano. 2.3 milhões!!! Isso são 2300000 pessoas! 2300000 vestidas de branco, a festejar, dançar, e... a beber cerveja (não todas claro mas muitas sim). Quantas casas de banho seriam suficientes para essa multidão? Bom, a orla de Copacabana tem 4.5km, por isso dá para pôr muitas casas de banho químicas. Mas não... Segundo o site do evento foram colocadas 300 casas de banho para a grande festa. 300 casas de banho para 2.3 milhões de pessoas!

Isto vindo de uma cidade onde os autocarros que ligam o aeroporto à cidade quase não têm espaço de bagageira (cabem 8 malas grandes!) e onde o espaço por cima da cabeça não chega para uma mochila média, já não me surpreende.

Pensando agora no mundial de futebol, onde 70% dos turistas que apanharem o autocarro terão que levar as malas no colo, e mantendo a razão de casas de banho por pessoa... num estádio de 60 mil pessoas teremos 8 casas de banho. Tendo em conta que uma ida a um jogo de futebol é muito mais curta do que uma passagem de ano (~4h vs. 6-8h) acho que sim, que é o suficiente... 

Mas tudo bem, na praia ainda havia o mar, onde vi muitos gajos (muitos mesmo!) a mijar virados para o mar, e no estádio teremos o relvado.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pérolas à Brás(iu) #6 - A imprensa

Sempre achei a imprensa brasileira muito mais sensacionalista que a portuguesa. Claro que há de tudo um pouco, mas no geral as notícias são mais bombásticas. Há jornais que todos os dias colocam fotos sangrentas na primeira página, e há jornais que colocam sempre uma foto de uma mulher nua. O que importa é vender e se são mamas que dão lucro, são mamas que se vêm na capa do jornal.

Não tenho costume de comprar jornais ou revistas aqui. As únicas excepções são uma revista de gastronomia de um certo supermercado, porque cada mês se foca na gastronomia de um país diferente, que é exactamente o que eu gosto, e uma revista de corrida que assinei, para poder ter desconto na maioria das corridas. Ao ler os textos destas revistas sempre achei que havia muito pouco trabalho por detrás das reportagens, principalmente na de corrida. Se eu leio um título que diz por exemplo "leia aqui 10 dicas para melhorar a sua performance", eu não espero que sejam coisas obvias e para mim dadas, como treine muito e beba água. 

Não sei porquê, mas ao ler textos como este sempre imagino um homem com os pés na secretária, que lentamente vai vendo websites na internet, vai partilhando coisas no facebook, e chega à sexta feira à tarde, 2h antes do deadline e escreve o que lhe vem à cabeça e já está.

Ontem encontrei um exemplo de um texto assim, num número dessa revista de corrida. Um texto que até tinha tudo para ser um sucesso, mas cujas falhas o tornaram num texto, na minha opinião, inútil. Deixo em baixo apenas três exemplos.

Controle o apetite para não perder o treino 
Bom titulo, que chamou a minha atenção, que às vezes fico com uma fome de leão a seguir ao treino. 

É preciso tomar cuidado para que a ingestão calórica não seja maior que o gasto com a corrida — todo o esforço pode ser jogado fora em uma única refeição. A conta é simples: o gasto do metabolismo basal (quantidade de calorias que o organismo gasta para manter suas funções em repouso) mais o gasto com qualquer atividade física (correr, andar, subir escadas, coçar a cabeça etc.)...

Atenção que isto também é para atletas do coçamento de cabeça, essa actividade física de alto gasto energético!


A seguir segue a descrição do que se comer e quando.

Antes da corrida, ingestão adequada de carboidratos complexos (...) são eles: arroz, aveia, feijão, massas, batata, milho e pão. Ok, essa eu até sabia.

No pós-treino, a refeição deve ser primeiro proteica (queijo, atum ou peito de peru, por exemplo). Ok, esta também já sabia.

ou suplemento como whey protein (???), e carboidratos de rápida assimilação pelo organismo, assegurando a manutenção e o aumento de massa muscular. Ok, esta é nova. Quais são os carboidratos de rápida assimilação? Porque é que este, menos comum, não tem exemplos de alimentos? Fiquei na mesma... se queres saber mais, vai perguntar à net (coisa que o autor não se deu ao trabalho).

Depois de 30 minutos, é recomendável fazer uma refeição sólida com proteínas, carboidratos e Ž bras. Ok, estou haver que houve ali uma falha e o texto tem uma gralha. Mas o que será que falta ali? Z e depois bras... só pode ser Zebras! Descodifiquei o código! É recomendável fazer uma refeição com proteínas, carboidratos e zebras!


E como este há milhentos outros textos, cheios de gralhas, de falhas e com falta de informação. Estou a falar de imprensa, seja ela online ou em papel. São pessoas que são pagas para escrever reportagens e que por isso deixam tudo muito aquém das expectativas.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Como viver na Nova Zelândia


Ao procurar um sitio para ficar em Auckland descobrimos que havia vários hoteis que em vez de alugar quartos alugavam apartamentos pelo mesmo preço. O apartamento que escolhemos era simplesmente maravilhoso! Um quarto com uma cama enorme, sala com sofás confortaveis, tv gigante, cozinha equipada. Assi, escolhemos cozinhar ao jantar em vez de sair para comer. Na Nova Zelândia encontram-se produtos de todo o mundo e ir ao supermercado era uma das minhas partes preferidas. Numa das noite divertimo-nos a comer tacos, noutra comemos asas de frango  assadas, temperadas com chilli ou manteiga de amendoim, e sempre mas sempre acompanhados de bom vinho!




A compra do vinho resultou numa história bem engraçada. No supermercado, perguntaram-nos a nossa idade, porque só se pode comprar vinho aos 18 anos. 

Eu: Obrigada pelo elogio mas eu já tenho 28.
Empregada: Posso ver a sua identidade?
Eu mostro a identidade brasileira.
Emp.: Eu não posso aceitar essa identidade, porque não é da Nova Zelândia. Tem passaporte?
Eu: Aqui não, eu não ando com o passaporte na rua, como deve imaginar...
Emp.: Então não podem comprar o vinho.
Eu: Mas você acha mesmo que eu tenho menos de 18 anos?
Emp.: Não, mas tem cara de que poderia ter menos de 25 e eu tenho que ver a identidade de todos os que parecerem ter menos de 25.
Eu: Mas o limite de compra é 18 e dá para ver bem que eu não tenho 18!
Emp.: Mas podia ter 25!
Eu: Mas se eu tivesse 25 podia comprar o vinho!

Nada convenceu a senhora... Leis são leis e pronto.
Valeu-nos haver inúmeras lojas que vendem alcool no caminho de casa, que como são negocios mais pequenos contentam-se com as identidades estrangeiras, até porque são esses os seus maiores clientes. 

 Tacos!

Ainda assim e resumindo bem a situação... eu, aos 28 anos não pude comprar uma garrafa de vinho de um supermercado da Nova Zelândia!

domingo, 12 de agosto de 2012

Pérolas à Brás (iu) #4 - A caixa de som

Estava eu sossegadita no meu sofá, quando um ruido vindo da rua desperta em mim uma questão filosófica. 


Qual será o objectivo de vida de uma pessoa que a leva a passear na sua pick up, rua acima e rua abaixo várias vezes, depois das 11h da noite, com o som tão alto que se consegue ouvir a pelo menos 3 ruas de distância e com uma musica ruim mais ruim não há? 


1- Já não posso ouvir mais a minha mulher em casa e o meu objectivo é ficar surdo.

2- Já não posso ouvir mais a minha mulher no carro e o meu objectivo é que ela fique surda.

3- Amanhã vai haver promoção de gasolina e o meu objectivo é gastar a que tenho. A musica nas alturas é só porque sou parvo.

4- O Gabon ganhou uma medalha de prata nos jogos olímpicos e quero celebrar com os meus vizinhos.

5- Perdi os meus amigos na festa e assim eles sabem em que bairro é que estou.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pérolas à Brás (iu) #3 - O técnico

Um rapaz meio acanhado veio cá a casa trocar o aparelho da TV a cabo. Sem querer desligou o aparelho principal da tomada, que está ligado ao da TV cabo e ao da internet.
Comentei com ele que tinha perdido a internet e ele mexeu nos cabos. 

Eu- Não, ainda não tenho internet. 
Tecnico- Ah, vou trocar aqui outra vez. 
5 minutos depois...
Eu- Não, nada.
T- Ah, sabe, às vezes é o sinal da internet que falha.
Eu- Há um ano que tenho este plano e a internet nunca falhou!
T- Ontem por exemplo, a internet estava sem sinal.
Eu- Aqui ontem a internet não falhou. Aliás, nunca falhou!
T- Pois, mas deve ser o sinal.
     
E vai até ao aparelho que ele desligou, chama-me para ver e aponta para uma luz, com a palavra internet escrita por baixo, que estava apagada.

T- Está a ver aqui... esta luz devia estar acesa e não está. É o sinal que está baixo. Mas eu já ligo ao meu colega e já lhe pergunto o que se passa.

Enquanto ele se senta a ligar ao colega e olho para a luz apagada de novo e vejo que ao lado tem um botão que diz: "internet on/off".
Carreguei no botão e resolvi o grande mistério. Como o técnico estava ao telefone não lhe pude dizer logo e ouvi-o dizer.

T- Era a internet que estava sem sinal, mas já voltou. Pois foi o que eu disse à cliente, que era o sinal que estava baixo, mas agora voltou. Blá blá blá conversa de técnico...

Desliga o telefone.

T- Viu, era o sinal que estava baixo. Blá blá blá mais conversa de técnico...
Eu- Ah sim? Mas eu acho que a internet voltou quando eu carreguei no botão do ON que está no aparelho...
T- Botão? Ah... não sabia...


Entre este e a secretária que se achou importante a ponto de aprovar bolsas de alunos sem o chefe saber... despedia-os a todos!

domingo, 29 de abril de 2012

Pérolas à Brás (iu) #2 - Vende-se gelo

Mudei de casa e comprei um frigorífico, que tem um pequeno congelador lá dentro. Pequeno congelador é um grande elogio, porque aquilo é mesmo só uma caixa aparafusada dentro do frigorífico. Quem criou este sistema tão inovador não se lembrou do gelo que os congeladores acumulam ao longo dos tempos, porque em todo o redor da pequena caixa há um espaço de cerca de 2cm. Esse espaço é óptimo para acumular gelo já que é impossível tira-lo de lá a não ser descongelando tudo. Sistema anti-roubo portanto, diria o bom vendedor...

Três meses depois de ter comprado tal obra de arte fui forçada a fazer um daqueles dias de praia em casa. Ou seja, descongelar tudo, encher tudo de água, tirar grandes carradas de gelo, chapinhar na cozinha e perder uma tarde inteira a tentar tirar tiras de 2cm de gelo dos buracos da caixa. Na altura reduzi o termostato, porque achei que fabricar aquele gelo todo em 3 meses é serviço de profissional e eu não quero vender gelo na rua (muito comum no Brasil). 

Hoje tirei no mínimo uns 10 pedaços deste tamanho... e ainda dizem que é normal acumular tudo isto em 2 meses... É normal para quem nunca viu um frigorífico decente!

Resultou? Nem por isso... Outros três meses depois o congelador está cheio de gelo outra vez e já só cabe uma ervilha lá dentro. Ligo para a assistência técnica. 

Técnico: Claro que o frigorífico está bom, ele é de alta tecnologia! Tem a certeza que o termostato não está no máximo? Ou talvez o frigorifico esteja a balançar.
Eu: Não está no máximo e não balança nada, que o chão é direito. 
Técnico: Então foi você que se esqueceu de apertar o botão sofisticado do degelo práctico. 
Eu: Eu acredito que o botão funcione, mas o que eu quero saber é porque é que um frigorífico novo acumula tanto gelo em tão pouco tempo.
T: Então... é porque não apertou o botão de degelo práctico!
Eu: Mas eu não teria que apertar esse botão de 2 em 2 meses se o frigorífico fosse bom!!!
T: Ele é bom! A senhora é que tem que apertar o botão...
Eu: Já sei... do degelo práctico.
T: Sim, aperta o botão e ele degela sozinho, a água cai para a gaveta em baixo da caixa e depois ele liga sozinho.

Decidi tentar o sistema avançado... Apertei o botão de manhã e quando voltei a casa no final do dia estava tudo descongelado menos o gelo. As coisas do frigorífico estavam quase quentes e não havia maneira de voltar a ligar o frigorífico porque o raça do botão só tem vai e não tem volta. Voltei a abrir a época balnear na minha cozinha, pois tive que acelerar o processo raspando o gelo e mesmo assim enquanto não caiu o ultimo pedacinho de gelo daqueles espaços de 2cm a porcaria do frigorifico não ligou, mesmo depois de o desligar e ligar de novo à tomada. 

Da próxima vez aproveito a piscina e faço também um piquenique para comer a comida toda do frigorífico...
Daqui a três meses... alguém se quer juntar?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pérolas à Brás (iu) #1 - A saga do cabo

Problema: O cabo do meu mac queimou-se (a causa dá outra pérola a ser publicada mais adiante). Dirijo-me à loja da apple daqui com assistência técnica. 

Tentativa 1 - Sábado

Eu- Explico o problema ao técnico.
Técnico 1- Vai ter que comprar outro cabo e provavelmente trocar a peça no computador também. Se você pudesse voltar aqui na quarta, eu abria o computador e via se a peça estava queimada ou não, e dava início ao processo de compra do cabo. Dê-me o numero de série e na quarta tenho o orçamento pronto. Hoje é difícil porque tenho a loja cheia.

Tentativa frustrada - Quarta-feira

Na quarta houve uma tragédia no laboratório, que eu e o meu chefe ficamos a tentar resolver até às tantas. Assim, fui à loja na quinta-feira de manhã. Como um colega meu me emprestou um cabo e funcionou, eu já tinha ideia que só precisava do cabo.

Tentativa 2 - Quinta-feira

Técnico 2 depois de ouvir a mesma explicação- Ah pois! Tem que comprar o cabo e talvez trocar a peça. Comprou o computador há mais de 2 anos?
Eu- Sim.
T2- Ah, mas assim já está fora da garantia.
Eu- Eu sei, mas eu já sabia que tinha que pagar.
T2- Não é isso, é que assim não lhe posso mandar vir nada.
Eu- What?????? E se for só o cabo?
T2- Nós não podemos comprar nada para computadores que não estejam na garantia.
Eu- Mas nem o cabo??? É que eu consigo comprar o cabo pela internet, só que fica mais caro e não sei se chega, porque os correios no Brasil já se sabe...
T2- O cabo ainda posso tentar como um favor pessoal, mas para a peça tem que ir a outra loja com assistência técnica.
Eu- Mas isto não é uma loja com assistência técnica?
T2- É.
Eu- Que vende produtos da apple.
T2- Sim.
Eu- Mas se eu quiser comprar um cabo nesta loja, só o consigo porque você me faz um favor pessoal?
T2- É porque o sistema não deixa, porque o seu computador está fora da garantia e blá blá blá.
Eu- Você tem noção que isto é ridículo, não tem? 
T2- Mais blá blá blá ... 

E no final lá me pediu o número de telefone e disse que me ligava na sexta de manhã a dizer se tinha conseguido encomendar ou não.

Esperei pelo telefonema até sábado à hora de almoço e nada. Lá fui à loja outra vez (a loja fica para lá do centro, a 1h de autocarro...).

Tentativa 3 - Sábado outra vez

Enquanto espero que técnico de sábado chegue da casa de banho, explico o problema ao técnico 3. 
Eu- ... mas eu só preciso do cabo porque sei que a peça está boa.
Técnico 3- Já fez o teste com outro cabo?
Eu- Já. Estou a usar outro cabo desde segunda passada e está tudo normal.
T3- Então leva já o cabo.
Eu- Levar? Mas tem algum aí?
T3 confuso- Como assim algum? Olhe ali para aquela prateleira. Aquelas caixas são todas de cabos.

Fiquei sem palavras... juro...

Enquanto pagava aparece o T2, o de quinta-feira. 
T2 atrapalhado- Ah é você. Eu já lhe tinha ligado hoje de manhã para dizer que afinal o cabo não precisa ser encomendado.
Eu- Ah que estranho. Tenho o telemovel aqui (enquanto olho para o ecrã do mesmo) e não tenho nenhuma chamada sua. 
T2- Devo-me ter enganado a anotar o número.
Eu furiosa- Fui eu quem anotou o número, lembra-se? E estava certo!

Sorte a dele que me chamaram do outro lado da caixa. Perguntei pelo livro de reclamações, mas isso aqui não existe...

Afinal era só pegar no cabo, pagar e sair, e andei nisto uma semana. O meu amigo teve que dividir o cabo da irmã para me poder emprestar o dele, por causa desta gente não fazer a mínima ideia do que é afinal o trabalho deles: prestar um serviço e faze-lo bem, ou pelo menos decentemente.

Pérolas à Brás (iu) - Pilot

Decidi dar início à primeira rúbrica no meu blog - Pérolas à Brás. É que vejo tantas pérolas por aí, que se tentasse publica-las num só post seria muito chato e longo. Além disso, as pérolas que encontro por aqui parecem não acabar.

Um rúbrica destas também resultaria em Portugal... se eu lá morasse.

Já já a seguir não perca o primeiro episódio...